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  • Zimbabwe (continuação)
  • Despertai! — 1985
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  • Irmãos Experientes Fortalecem o Campo
  • Experiências no Serviço de Distrito
  • Começam a Formar-se Nuvens
  • Superintendentes de Distrito Locais
Despertai! — 1985
g85 8/7 pp. 25-27

Anuário das Testemunhas de Jeová

Zimbabwe (continuação)

[Seriado com base no Yearbook de 1985.]

Irmãos Experientes Fortalecem o Campo

Neste ponto, para dar-lhe uma idéia do calibre da maioria dos missionários enviados a este país, seria bom mencionar dois casais.

O primeiro casal, Ted e Joyce Buckingham, chegou aqui em junho de 1959, após se formarem na Escola de Gileade. Daquela época até a sua transferência para Serra Leoa, em meados da década de 70, serviram principalmente no campo inglês, no serviço de circuito. Por mais de uma década estes dois viajaram de uma congregação a outra quase cada semana. Seu campo era o país inteiro, que era um só circuito. Depois que o irmão Buckingham ficou gravemente enfermo, em Serra Leoa, eles passaram a servir na filial em Londres. Os irmãos aqui ainda têm calorosa afeição por eles.

O outro casal é John e Val Miles. Este casal americano foi transferido de Zâmbia para cá, em junho de 1960, por causa da necessidade de um superintendente de distrito. Sem dúvida poderiam escrever um livro acerca de suas experiências. Mas eis uma delas. Eles estavam visitando uma pequena congregação próxima da rodovia principal. O irmão Miles relata:

“Decidimos acampar durante a semana numa agradável e retirada área de descanso da principal rodovia próxima da congregação. Contudo, os irmãos locais achavam que nós deveríamos acampar noutro local mais próximo. Embora preferíssemos o local que escolhemos, por questão de conveniência decidimos mudar para o local mais próximo.

“Durante a semana, enquanto jantávamos, ouvimos algo parecido a um tiroteio, mas descartamos esta idéia julgando tratar-se da contra-explosão na descarga dum caminhão. No dia seguinte, enquanto almoçávamos, ouvimos no rádio que havia ocorrido uma luta armada entre a polícia e ‘lutadores pela liberdade’ justamente na área onde havíamos planejado acampar. Durante a luta, três ‘lutadores pela liberdade’ foram mortos, e alguns policiais ficaram feridos. Pode imaginar como nos sentimos, mais tarde, ao vermos os buracos de bala na mesa e nos bancos da área de acampamento, e nas árvores ao redor. Quão gratos ficamos a Jeová de sermos induzidos a mudar nosso acampamento!” O irmão e a irmã Miles agora servem fielmente em Lesoto.

Experiências no Serviço de Distrito

Gostaria de ouvir mais acerca das experiências inusitadas de alguns superintendentes de distrito e suas esposas? Já mencionamos Don e Marj Morrison. Em certa ocasião, na parte ocidental do país, num lugar chamado Kariba, o irmão Morrison estava sentado do lado de fora de sua barraca numa noite, datilografando algo. A irmã Morrison tinha ido dormir na barraca. Conforme ela conta: “Estava deitada ali na cama quando ouvi um estranho barulho de sopro. Chamei Don, mas ele não me ouviu. Ouvi novamente o barulho. Desta vez saí para onde estava Don, para contar-lhe isso.”

“Apanhei então a lanterna”, conta o irmão Morrison, “e entrei na barraca. Ali, entre a extremidade da barraca e alguma literatura na barraca, pude ver o corpo duma cobra, mais grosso do que um punho. Saí rapidamente e, apanhando um cano de ferro, dei a volta por trás da barraca. Ali aparecia a cauda da cobra. Golpeei-a com o cano. Repentinamente surgiu a cabeça da cobra e ela se ergueu, soprando para mim. Era uma surucucu africana. Eu já a havia aleijado, e então acabei com ela com o cano de ferro.” É escusado dizer, a irmã Morrison não dormiu muito bem naquela noite.

“Nossa primeira experiência com escorpiões”, narra Ruby Bradley, “foi na primeira vez que armamos nossa barraca no serviço de distrito. Estávamos prestes a ir dormir quando observamos algo entrar rastejando por sob a barraca. Era um escorpião. Rapidamente o matamos. Mas então veio outro, e mais outro. Foi só depois de termos matado quatro deles que percebemos que era a nossa luz que os atraía. Assim, decidimos que a melhor coisa era apagar a luz.”

Em março de 1962, chegou aqui outro casal missionário, John e Irene McBrine. O irmão McBrine fez o curso de dez meses na Escola de Gileade e foi enviado para cá a fim de assumir os deveres de superintendente de filial. Antes, porém, empreendeu um pouco o serviço de distrito para acostumar-se com o campo. Ele nos conta o que sucedeu:

“George Bradley, da filial, levou Irene e eu a uma pequena assembléia de circuito no meio do mato, cerca de 90 quilômetros da cidade mais próxima. Aconteceu que pegamos o fim dum furacão, e chovia a cântaros.

“O local da assembléia ficava do outro lado do que havia sido um pequeno regato. Mas agora era um rio enfurecido. Era bastante evidente que as sessões da assembléia não poderiam ser realizadas naquela noite, de modo que os irmãos africanos abrigaram-se onde puderam.

“O que faríamos então? Realmente, não havia nada que pudéssemos fazer, senão esperar. Logo depois de chegarmos, armamos nossa barraca. Mas, receando que fosse vazar na forte tempestade, nós três decidimos dormir no furgão, George tentando deitar atravessado no banco dianteiro, e Irene e eu ficamos na parte de trás. Bem! Que noite foi aquela! Do lado de fora, a ferocidade da tempestade ficou mais intensa com a crescente velocidade do vento. Num dado momento olhamos para dentro da barraca, e o que vimos? O chão todo estava sob dez centímetros de água! Ficamos gratos de termos decidido dormir, ou tentar dormir, no furgão.

“Na manhã seguinte as coisas pareciam mais favoráveis. As chuvas haviam amainado. Não demorou muito para os irmãos locais acharem uma sala de aula onde pudéssemos realizar o programa de nossa assembléia. O calor de nossos irmãos, que suportaram muito mais do que nós próprios, mais do que compensou o que atravessamos.”

Começam a Formar-se Nuvens

À medida que nos aproximamos dos meados da década de 60, começou-se a observar prenúncios de inquietação. Em tempos idos, os superintendentes viajantes tinham de proteger-se de animais selvagens. Alguns superintendentes até mesmo atavam-se nos galhos altos de árvores durante a noite quando viajavam de uma congregação para outra, a fim de se protegerem de animais vagueastes em busca de presa. Mas agora havia perigos duma fonte diferente — de humanos. (Veja 2 Coríntios 11:23-27.) Começou a manifestar-se a intimidação política.

Um dos primeiros irmãos a sentir os efeitos disso foi Arimon Muringa, que servia como superintendente de congregação na capital. Foi preso em 12 de janeiro de 1965. Por quê? Porque se disse que fora identificado “como um dos muitos que no passado tinham sido culpados de atos de violência”. Isto, naturalmente, era falso. Mas teve de passar um mês das mais provadores experiências antes de se provar inocente.

Tendo recebido uma sentença de 90 dias, sem julgamento, o irmão Muringa fez um requerimento de apelação. Foi-lhe dito que não haveria apelação. Não satisfeito com isso, John McBrine, representando a filial, apelou diretamente para o Ministro da Lei e Ordem. Isto, juntamente com uma excelente recomendação do empregador do irmão Muringa, finalmente resultou em seu livramento, depois de um mês na prisão.

Mas como foi tratado na prisão? Ele contou: “As autoridades carcerárias trataram-me bem, mas alguns dos prisioneiros eram brutais para comigo. Em duas ocasiões bateram tanto em mim que perdi a consciência. Isso destinava-se a forçar-me a tornar-me membro de seu partido político. Tais surras foram infligidas em minhas costas nuas com um cinto grosso e então com fortes bofetadas no meu rosto, das mãos de pelo menos nove homens em cada surra.”

Em tudo isso, o irmão Muringa manteve uma conduta excelente de tal forma que, perto do fim, alguns de seus ex-atormentadores começaram a tomar o partido dele. Sua posição intransigente haveria de mostrar-se grande fonte de encorajamento para outros mais tarde.

Superintendentes de Distrito Locais

Por anos os missionários fizeram o grosso do trabalho de supervisão. À medida que entramos na década de 60, porém, parecia sábio fazer mais uso de irmãos locais. Este passo provou ser providencial.

O primeiro irmão local a servir como superintendente de distrito foi Isaac Chiadzwa, que ingressou neste serviço, junto com a esposa, Ivy, em dezembro de 1962. Daí, em 1966, outro irmão local com experiência, Sizalu Khumalo, ingressou no serviço de distrito. Provou ser de excelente ajuda para os irmãos durante os anos de extrema dificuldade e privação à frente.

Ter tais homens no serviço de distrito era verdadeira bênção. Por um lado, estando familiarizados com o idioma e os costumes locais, podiam realizar muito mais em chegar à raiz dos problemas dos publicadores. Conheciam seus irmãos e o que estes enfrentavam. Sendo nativos, podiam circular muito mais livremente do que os missionários. As tensões começaram a avolumar-se, e os estrangeiros rapidamente ficaram sob suspeita. À medida que as coisas foram-se revelando mais tarde, estávamos certos de que foi pela orientação de Jeová que irmãos locais estavam sendo usados agora.

[Continua na próxima edição.]

[Foto na página 25]

John Miles (com sua esposa, Val) serviu no serviço de distrito e na filial, de 1960 a 1979, quando foram designados missionários em Lesoto.

[Foto na página 26]

Formados de Gileade servindo presentemente em Zimbabwe. Da esquerda para a direita, na fila de trás: George Bradley, Irene McBrine, Lester Davey, Keith Eaton, Don Morrison; na fila da frente: RuDy Bradley, John McBrine, Anne Eaton, Marj Morrison.

[Foto na página 27]

Como superintendente de circuito e de distrito, Sizulu Khumalo, formado de Gileade, tem sido de grande ajuda para os irmãos africanos.

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