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  • “Redenção por meio de resgate”
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1954
w54 1/10 pp. 151-156

“Redenção por meio de resgate”

“Por intermédio dêle temos a redenção por meio do resgate mediante o sangue dêste um, sim, o perdão das nossas transgressões, segundo as riquezas da sua benignidade imerecida.” —Efé. 1:7, NM.

1. Como falharam os sacrifícios feitos sob a Lei em efetuar uma “redenção“, mas, para que propósito serviram?

NASCIDOS em pecado e formados em iniqüidade, os homens estavam condenados a viver em pecado e pagar sua penalidade, a morte. Sob a lei mosaica, dada a Israel, os pecados do povo eram perdoados de modo representativo pelos sacrifícios de animais feitos e oferecidos pelo sumo sacerdote. Entretanto, em sentido verdadeiro, o sangue de touros não produziu uma verdadeira redenção, de natureza permanente, da penalidade do pecado, a morte; pois todos os que se conformavam à lei morreram no decorrer do tempo. Além disso, os sacrifícios tinham de ser repetidos em intervalos regulares. O pacto da lei foi realmente uma “sombra dos bens vindouros”, ilustrando o que Deus faria por intermédio do seu Filho, Jesus Cristo. (Heb. 10:1-3) “Conseqüentemente, a Lei se tornou nosso tutor para nos levar a Cristo, para que fôssemos declarados justos devido à fé.” —Gál. 3:24, NM.

2. Que papel importante desempenhava o sangue debaixo da Lei, mas, de que modo causou a vinda de Jesus uma grande mudança?

2 Mesmo sob o arranjo da lei, porém, a justiça era imputada só pelo derramamento de sangue. Ao considerarmos o sacrifício e resgate de Jesus, precisamos ter em mente a declaração aberta das Escrituras que, “a menos que se derrame sangue não há perdão”. Foi por isso que Israel, por meio do sumo sacerdote, oferecia continuamente o sangue de animais para obter, em sentido representativo, a remissão anual dos pecados. Mas, com a vinda de Jesus Cristo, houve uma grande mudança, pois “êle entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, uma vez para sempre, e obteve para nós uma redenção eterna”. (Heb 9:22, 12, NM ) Não mais era necessário que se oferecesse periodicamente o sangue de animais, pois havia chegado aquêle prefigurado pelos sacrifícios animais e ele havia estabelecido uma redenção eterna. Agora, a questão era de como ficar qualificado para receber o benefício dessa redenção pelo resgate.

3. De que modo foi superior o sacrifício de Jesus?

3 A entrada de Jesus Cristo, para fazer propiciação pelos pecados da humanidade e assim efetuar uma redenção, não foi uma entrada num templo terrestre. “Pois Christo não entrou num santo logar feito por mãos de homens [como o fêz o sumo-sacerdote de Israel], figura do verdadeiro, mas no mesmo céo para agora apparecer deante de Deus por nós; . . . Christo, tendo sido immolado uma vez para sempre afim de levar os peccados de muitos.” (Heb. 9:24-28) Foi na presença de Jeová Deus no céu que Cristo entrou, depois da sua ressurreição, a fim de oferecer o mérito do sangue vital perfeito que havia derramado, para assim efetuar uma permanente redenção daqueles da humanidade que exercessem fé no mérito dêsse resgate. Pedro confirma que é o sangue derramado de Jesus que provê o mérito resgatador: “Sabendo que fostes resgatados das vossas práticas vãs que por tradição recebestes de vossos paes, não por cousas corruptíveis, como o ouro ou a prata, mas pelo sangue precioso de Christo, como de um cordeiro sem defeito e immaculado.” —1 Ped. 1:18, 19.

4. Por que é tolice considerar desnecessária a morte sacrificial de Jesus?

4 Vê-se, assim, que o sangue vital do homem perfeito Jesus, derramado na morte sacrificial, tem mérito salvador para os que exercem fé nêle. Portanto, é o sangue dado em sacrifício que é necessitado para efetuar a salvação do mundo, e não apenas as “verdades profundas, substanciais e eternas do evangelho cristão”. Não haveria redenção sem o derramamento de sangue. As Escrituras dão ênfase especial a esta verdade. É pura tolice, pois, pensar-se que o proceder sacrificial de Jesus foi essencialmente desnecessário para ser ele o salvador do mundo. Se o mérito do sangue derramado não fôr aplicado a favor de determinada pessoa, tal homem não tem esperança de ganhar a vida eterna. O sangue vital perfeito de Jesus Cristo correspondeu ao valor da vida que Adão perdeu. Quando Jesus ressuscitou dos mortos e ascendeu aos céus, êle estava de posse do direito a vida humana perfeita com todas as suas perspectivas, exatamente aquilo que Adão, pelo pecado da desobediência, havia perdido para a raça humana. Jesus entregou este preço de resgate na presença de Deus e em troca disso recebeu a raça humana, com o fim de dar aos membros merecedores dela a oportunidade de ganhar a vida eterna. —Rom. 5:15-19.

5. Que grande questão se propõe, e como traz grande prejuízo aos homens o ponto de vista errado neste assunto?

5 Isto nos leva a questão de quem se beneficia com o resgate. Beneficiam-se com isso todos os homens, quer sejam bons, quer maus? Não foi o grande amor de Deus para com todos os homens que o induziu a dar seu Filho? E não apoia isso a idéia de muitos de que finalmente toda a humanidade precisa ser salva, inclusive o próprio Adão e até o Diabo? Decididamente não, pois nada poderia estar mais longe da verdade. Manter tal teoria da salvação universal traz grande prejuízo aos homens, pois os cega quanto ao verdadeiro propósito do resgate. Induz os homens a um falso sentido de segurança e irresponsabilidade, pois lhes diz que no fim tudo saíra bem, não importa o que façam ou como vivam. Por causa da crença na “salvação para todos” deixam de ver a necessidade de se examinar o propósito de Deus e de se verificar em que base podem ficar qualificados para a “redenção por meio do resgate mediante o sangue” de Jesus Cristo.

6. Que fatos simples apoiam o ponto de vista correto?

6 Pare, pense e examine alguns fatos simples. Quando Jesus esteve na terra e pregou o arrependimento, alguns o ouviam, crendo, e outros desprezaram seu ensino. Para os que ouviram e acreditaram e que ‘permaneceram com êle nas suas tentações’, Jesus prometeu grandes bênçãos no Reino. (Luc. 22:28-30) E êle disse que outras ovelhas, em tempos posteriores, ouviriam com fé e também receberiam bênçãos. Mas, aqueles judeus descrentes que o cercavam e que mofavam da sua mensagem, exigindo saber se êle era o Cristo, Jesus replicou: “Eu vol-o disse, e não me credes;. . . não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e ellas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e nunca jamais hão de perecer.“ (João 10:16-30) Estes descrentes tentaram mais tarde apedrejar Jesus. A promessa dum resgate para a vida eterna absolutamente não foi apresentada a tais pessoas, mas apenas aos crentes, as “ovelhas”.

7. Que situação complicada apresenta o registo de Mateus 23 para os que crêem na “salvação para todos”?

7 Os proponentes da “salvação para todos” precisam fechar os olhos ao testemunho fulminante de Jesus contra os falsos mestres dos seus dias, os escribas e fariseus pretendendo adorar a Deus, fizeram toda espécie de mal. Jesus nada de bom lhes predisse, mas apenas tribulação sobre tribulação. Indicou-lhes enfáticamente sua completa incapacidade de escapar do juízo da Geena (destruição) as mãos de Jeová, por causa do seu proceder iníquo. Diria, neste caso, que êle morreu afim de prover para eles um resgate? Poderiam êles ser resgatados e destruídos ao mesmo tempo? Certamente que não, como qualquer pessoa arrazoadora tem de admitir! Porém, Jesus disse-lhes que estavam condenados; portanto, não podia haver resgate para êles. —Mat. 23.

8. Que ponto de vista apoiam as instruções de Jesus, dadas aos seus discípulos?

8 As instruções que Jesus deu aos seus discípulos adicionaram pêso a verdade de que o resgate não seria aplicado individualmente a todos os homens, pois, disse êle, “se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sahirdes daquella casa ou daquella cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Em verdade vos digo que no dia de juízo haverá menos rigor para a terra de Sodoma e de Gomorra, do que para aquella cidade”. (Mat. 10:14, 15) Êle focalizou a total impossibilidade dum resgate para os descrentes ou os premeditadamente iníquos, pois Sodoma e Gomorra foram irremediavelmente condenadas e destruídas, além de qualquer recôbro.

9. De que modo há uma diferença entre a posição de Satanás e de Adão e da humanidade em geral?

9 Satanás, o Diabo, é o deus deste mundo que se baseia no mal e na iniqüidade. Êle é um pecador deliberado e premeditado, um violador da soberania de Deus. Para êle não há recôbro, mas somente destruição certa. O homem Adão, deliberada e premeditadamente, escolheu o mesmo proceder de rebelião como Satanás, e Deus, em justiça, lhe destinou a morte. Mas, quanto aos descendentes de Adão, a situação é diferente, pois nasceram sob condenação em resultado do ato deliberado de Adão, não por causa de algo que êles mesmos tivessem feito.(Rom. 16:20; Apo. 20:10; Osé. 6:7; Rom. 5:14) Portanto, Jeová proveu para eles a oportunidade de um recôbro desta escravidão por meio duma redenção pelo resgate provido por Jesus Cristo.

10. Que transformação tem de se dar na vida daquele que é beneficiado com o resgate?

10 Nos dias em que Jesus pregava as boas novas, nem todos os descendentes de Adão, que então viviam, ouviram e creram; assim, nem todos vieram sob o resgate que Jesus mais tarde tornou disponível. Por outro lado, no caso dos que creram, produziu-se uma maravilhosa transformação nas suas vidas, assim como se deu com os apóstolos. Assim também hoje, os que finalmente se beneficiarão com o resgate precisam primeiro produzir uma transformação nas suas vidas. Significa mais do que refrear-se do mal e manter duma atitude neutra ou separada da própria iniqüidade, esperando assim um resgate por causa do belo caráter desenvolvido pelos esforços da própria pessoa. Antes, exige ouvir e crer nas boas novas que Jesus pregou e que hoje estão sendo pregadas através da terra, segundo a sua promessa. Significa atividade num sentido positivo, em apoio do inteiro arranjo de Jeová Deus para o estabelecimento dum novo mundo, para o qual o sangue de Jesus proveu a base. O Diabo e todos os de pensamento igual, pecadores deliberados, não apoiarão o novo mundo. Nem serão beneficiados pelo resgate, nem terão jamais redenção da escravidão da sua própria vontade egoísta, que os leva à morte.

11. Como mostra a ilustração das “ovelhas” e dos “cabritos“ que o resgate é limitado? Por quê?

11 Ao descrever a divisão dos povos da terra em duas classes, ovelhas e cabritos, em resultado da pregação da mensagem do Reino, Jesus predisse a destruição da classe dos “cabritos”, mas um resgate e vida para a classe das “ovelhas”. Admite-se geralmente que o pecado de um só homem, Adão, trouxe a morte sôbre todos os homens; porém, é igualmente veraz que “por um só ato de justificação [da parte de Jesus Cristo] o resultado para homens de toda espécie é serem declarados justos para a vida”. (Rom. 5:18; Mat. 25:45, 46; João 3:36, NM) Estes “homens de toda espécie” são as “ovelhas” que ouvem e crêem no mérito resgatador de Jesus Cristo, e que mostram sua crença pelas suas obras e seu modo de vida. É a êles que se aplica o mérito resgatador do sangue de Jesus, porque reconhecem seu valor e se candidatam aos seus benefícios nos têrmos que Jeová estabelece na sua Palavra.

12. Que fatos adicionais mostram um limite para o resgate?

12 Queira notar que estas “ovelhas” não incluem todos os homens de tôdas as nações, sem consideração quanto a sua crença ou hábitos de vida. Absolutamente não; pois, precisamos lembrar-nos de que o propósito principal de Jesus Cristo é o de vindicar o nome vituperado de seu Pai. Igualmente, o propósito principal do resgate, em harmonia com isto, é para capacitar Jesus a comprar ou remir da penalidade de morte os homens que pela sua fé e devoção provariam o Diabo mentiroso. Segue-se daí que, se alguns homens, pelo seu deliberado mergulho no mal e seu completo desprezo pela mensagem salvadora das Escrituras Sagradas, mostram que são oponentes da verdade e justiça, êles não têm esperança no mérito do resgate de Cristo. “Assim será na consumação do sistema de coisas: os anjos sairão e separarão os iníquos dentre os justos e lançá-los-ão na fornalha de fogo.” —Mat. 13:49, 50, NM; Isa. 26:10.

13. Como mostra a Bíblia a qualidade seletiva do resgate?

13 A própria Bíblia é cuidadosa em mostrar a qualidade seletiva da compra pelo resgate, dizendo de Jesus: “Foste morto e compraste para Deus com o teu sangue homens de toda a tribo, e língua, e povo e nação.” (Apo. 5:9) Note que os comprados ou resgatados para a congregação cristã, o celestial “sacerdócio real”, eram “homens” de toda tribo, língua, povo e nação. Povos e nações inteiras não são compradas por atacado. Por que não? Porque não estão qualificados para receber o resgate. É difícil para um homem reto estar qualificado para receber o resgate, por causa das grandes provas de fé envolvidas. “Se o justo apenas se salvará, o ímpio e o peccador, aonde comparecerão?”—1 Ped. 4:18.

14. Que registo adicional da Bíblia apoia a disponibilidade do resgate para todos os homens, mas nos termos específicos de Deus?

14 Uma vista similar dos resgatados é descrita em Apocalipse 7:9, 10, e eles vêm de todas as nações, tribos, povos e línguas. Sim, é a vontade de Deus que “homens de toda espécie se salvem e cheguem ao conhecimento acurado da verdade”. (1 Tim. 2:4, NM) Portanto, êle não faz discriminação contra qualquer um, ao conceder-lhes a oportunidade de receber vida mediante o resgate, mas tampouco força os homens a aceitarem o benefício do resgate contra a sua própria vontade. Êle não deve nada aos homens, “pois todos pecaram e estão longe da glória de Deus”, mas, na sua benignidade, ele lhes oferece a vida como dádiva, porque “é como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela sua benignidade imerecida por meio da redenção pelo resgate pago por Cristo Jesus”. Mas, os homens precisam buscar e aceitar esta dádiva com gratidão, como fêz o apóstolo Paulo, que exclamou: “Graças a Deus pela sua indescritível dádiva gratuita.” —Rom. 3:23, 24; 2 Cor. 9:15, NM.

15. Como é que a “grande multidão“ não pode incluir todos os homens?

15 A “grande multidão” de Apocalipse 7:9 é vista como tendo uma posição favorável perante Deus, porque “lavaram as suas vestes e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”, portanto, aplicou-se a seu favor o mérito resgatador do sangue. Certamente nenhum dos deliberadamente iníquos, sejam homens ou anjos, estão incluídos neste grupo representado como se beneficiando do resgate. Não poderia ser assim, porque os iníquos absolutamente não servem a Deus, enquanto daquela “grande multidão” se diz que “lhe prestam serviço sagrado de dia e de noite”. São pessoas de todas as partes que ouviram as boas novas e deixaram a escuridão deste mundo para andar na luz; e, conforme diz João, “se, porém, andarmos na luz, como elle está na luz, temos communhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo o pecado”. — Apo. 7:14, 15, NM; 1 João 1:7.

16. Que “mundo” amou Deus, para induzi-lo a dar seu Filho? E que precisa cada pessoa demonstrar neste sentido?

16 É claro, pois, que foi o novo mundo de justiça que Deus amou tanto que deu seu Filho para prover a base para seu estabelecimento, pelo derramamento do sangue desse. É um mundo agora próximo que será habitado por pessoas que aceitam a dádiva gratuita de vida e que foram remidas da condenação do pecado e da morte herdada do pai comum, Adão. E neste sentido que cada pessoa precisa demonstrar seu desejo pessoal da aplicação do mérito do resgate a seu favor, por crença e obras corretas. É por isso que exclui a “redenção por meio de resgate” para todos os homens individualmente, porque nem todos escolhem servir a Deus e aceitar a dádiva gratuita. Que se requer, então, para se alcançar a redenção?

17. De que modo era a situação de Abraão similar a nossa?

17 Bem, precisamos ter fé da mesma espécie como a de Abraão e, iguais a ele, precisamos apoiar a fé pelas obras. Abraão creu em Jeová e se “lhe imputou isto como justiça”. (Gên. 15:6) A fé de Abraão lhe deu uma boa reputação perante Deus e por causa disto ele merecerá uma ressurreição e as bênçãos da vida no novo mundo, tornada possível pelo resgate de Cristo. Paulo argumenta que “foi escrito não somente por causa dele, que isso lhe foi imputado, mas também por nossa causa, a quem há de ser imputado, a saber, a nós os que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas ofensas, e ressuscitado por causa da nossa justificação”. —Rom. 4:22-25.

18.Porque não falha o resgate aos homens de fé dos tempos antigos?

18 O próprio Paulo e outros crentes dos dias de Jesus deram suas vidas terrestres em sacrifício, porque todos eles morreram em fidelidade a Deus. Sua fé, semelhante à de Abraão, foi-lhes imputada como justiça perante Deus. Deu-lhes uma reputação favorável e os colocou em posição para receber por imputação a “redenção por meio de resgate” e todos os seus benefícios. Por se provarem fieis até a morte como co-participantes do sacrifício de Cristo, eles receberão uma ressurreição à vida celestial, para serem co-herdeiros da glória do Reino com Cristo. A Daniel, que era homem de fé semelhante a Abraão, deu-se a promessa que, embora morresse antes da primeira vinda de Cristo, sua reputação justa perante Deus não deixaria de beneficiá-lo, “pois”, disse Deus, “descansarás, e estarás na tua sorte, ao fim dos dias”. (Dan. 12:13) Retidos na memória de Deus se encontram todos esses homens de fé, e o resgate de Jesus Cristo não deixará de ser aplicado a eles na nova terra do novo mundo, agora próximo.

19. Que grande escolha confronta hoje todos os homens e que é absolutamente necessário da parte deles?

19 Hoje nos aproximamos do fim deste velho sistema de coisas. Isto marca o fim do aviso final a tôdas as nações, e a próxima completa “redenção por meio de resgate” para homens de toda espécie que se provarem de boa vontade. Perante todos nós há uma grande escolha, a saber, a de aceitar a dádiva de Deus ou de rejeitá-la. Em conformidade com a predição acurada de Jesus, as boas novas do Reino, estão sendo pregadas em tôda a terra habitada como testemunho. (1 Cor. 10:11; Mat. 24:14, NM) As pessoas que ouvem precisam primeiro exercer fé no sangue derramado de Jesus Cristo, antes de poderem depositar sua esperança nas grandes bençãos do Reino. Precisam saber avaliar a eficácia do seu sangue em abrir o caminho à vida naquele novo mundo. Precisam estar firmemente convencidos de que há “um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu a si mesmo em resgate correspondente por toda espécie de pessoas”. (1 Tim. 2:5, 6, NM, margem) Precisam confessar que Jesus Cristo e seu salvador, pela benignidade imerecida de Jeová, e procurar sua aproximação a Deus por meio dele, segundo a maneira esboçada na Palavra de Jeová. Isto significa que precisam dedicar-se a ele por meio de Cristo, de acôrdo com os princípios de justiça estabelecidos nas Escrituras Sagradas, ser fieis servos de Deus é mostrar sua fé pelas obras.

20. Por que estão excluídas meras expressões de fé? Que se requer realmente?

20 Significa mais do que participar duma emocional “reunião de renovação” religiosa, levantar a mão e dizer que está salvo. Significa mais do, que abrir a bôca e dizer: “Sim, creio em Jesus Cristo e no seu sangue derramado.” Se isso fosse tudo, qualquer pessoa poderia fazê-lo, inclusive os beberrões, fornicários, idólatras e assassinos. Mas, as Escrituras declaram explicitamente que tal espécie de pessoas não está qualificada para o resgate. (1 Cor. 6:9; Gál. 5:20, 21) Não, significa antes o desenvolvimento dum novo padrão de vida e o abandono do velho. Significa um esfôrço consciencioso de deixar que as ações e a vida da pessoa sejam governadas pelos princípios estabelecidos da Palavra de Jeová e manter a esperança e o desejo fixo no novo mundo de justiça. Significa seguir o conselho do apóstolo João, que disse desse presente sistema corruto de coisas: “Não ameis o mundo, nem as coisas que há no mundo. Se alguém ama a mundo, o amor do Pae não está nelle; . . . Ora o mundo passa e a sua cobiça; mas aquelle que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.” —1 João 2:15-17.

21. Que se precisa fazer, então?

21 Que se deve fazer, então? “Despojai-vos da velha personalidade com as suas práticas, e revesti-vos da nova personalidade que, por meio de conhecimento acurado, se renova segundo a imagem daquele que a criou, . . . deixai a paz do Cristo controlar vossos corações,. . . Deixai a palavra do Cristo residir em vós ricamente em tôda a sabedoria. . . . E tudo quanto fizerdes em palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando graças a Deus, o Pai, mediante êle.” — Col. 3:9-17, NM; Ne.

22. Poderá fazê-lo? Por que e como?

22 Se fizer isso, estará andando na luz e seguindo o padrão de vida que lhe garantirá a salvação. Talvez diga: “Como posso fazer isso? Será possível que eu faça uma mudança tão completa, quando tôda a vida fui treinado nos modos dêste velho mundo?” Sim, é possível, de outro modo Jesus Cristo não teria morrido para salvar homens de todas as espécies, de tôdas as tribos, línguas e nações. E não se poderiam beneficiar com seu resgate se não fôsse possível que êles mudem e modelem um novo padrão de vida. De modo que também poderá fazê-lo! Portanto: “Deus, depois de produzir o seu Servo, enviou-o para abençoar-vos por desviar a cada um de vós dos vossos atos iníquos.“ “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, de modo a serem apagados os vossos pecados, para que venham os tempos de refrigério procedentes da pessoa de Jeová e envie êle o Cristo que já vos foi designado, Jesus, ao qual, deveras, é necessário que o céu acolha até os tempos da restauração de tôdas as coisas das quais Deus falou pela boca de seus santos profetas da antiguidade.” —Atos 3:26, 19-21, NM.

23. Onde está o ponto de partida? E de que modo está envolvido o coração?

23 Como principiará, então? Bem, em primeiro lugar, ponha de lado todas as falsas idéias religiosas que porventura tiver quanto a se aplicar o resgate de Jesus a todos os homens. E ponha de lado os ensinos que lhe dizem que tudo o que precisa fazer para obter a aprovação de Deus é levar uma vida decente e fazer aos outros assim como gostaria que lhe fizessem. Sim, precisa pôr de lado estas idéias que lhe foram ensinadas tôda a vida e precisa começar a encher a mente com os ensinos corretos das Sagradas Escrituras. Precisa seguir o conselho, “deixai de vos amoldar a êste sistema de coisas, mas transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis a vós mesmos a boa, aceitável e completa vontade de Deus”. (Rom. 12:2, NM) É com a mente que precisa começar absorvendo a verdade da Palavra de Deus sem qualquer espécie de falsas adulterações religiosas. Esta verdade transbordará também em seu coração e o moverá no caminho da salvação, impelindo-o às obras certas.

24. Embora não se torne perfeito agora, que lhe fará este proceder sábio?

24 Isso não significa que já agora ficará perfeito na carne. Nem significa que será admirado por todos os homens, que o louvarão por seu alto padrão moral de vida. Antes significa que terá uma reputação justa perante Deus e que o serviço que lhe rende será aceitável a êle; e que o mérito do resgate de Cristo, portanto, será aplicado a seu favor, porque o está procurando de modo correto. Sua fé se tornará manifesta pelas obras e tomará seu lugar junto aos outros servos fiéis de Deus, tanto os do passado como os do presente, e gozará de “paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual também ganhamos nossa aproximação, pela fé, a esta benignidade imerecida na qual estamos agora”. —Rom. 5:1, 2, NM.

25. Que conhecimento e confiança lhe trará?

25 Nesta posição, com a contínua aplicação da mente e coração ao estudo do maravilhoso caminho de salvação provido por Deus, e com suas mãos ocupadas em obras de louvor, ficará inabalável, venha o que vier. (Rom. 5:3-5) Terá plena confiança em Jeová Deus, reconhecendo plenamente Seu grande amor pelo novo mundo e pelos que procuram entrar nêle. Tomará coragem no conhecimento de que “Deus recomenda seu próprio amor por nós em que, enquanto ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós. Muito mais, portanto, visto que agora fomos declarados justos pelo seu sangue, seremos salvos da ira por meio dêle. Pois, se pela transgressão de um só homem a morte reinou como rei por aquêle um, muito mais reinarão como reis em vida aquêles que receberam a abundância da benignidade imerecida e da dádiva gratuita por meio da uma só pessoa, Jesus Cristo.” —Rom. 5:8, 9, 17, NM.

26. Contra a volta a que condição precise guardar-se? Por quê?

26 Não se deixará aninar por um falso senso de segurança, na crença de que Deus precisa aplicar o mérito resgatador de Jesus Cristo a seu favor, mas apreciará que a plena redenção pelo resgate é uma dádiva maravilhosa e apenas será recebida por homens que a procuram no caminho estreito que Deus provou. Guardar-se-á, pois, para não voltar aos caminhos maus e às práticas más do velho mundo, de novo mergulhando deliberadamente no pecado, sabendo que disso só resultaria a morte; “porque se praticarmos o pecado deliberadamente, após termos recebido o acurado conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas há uma certa expectação terrível de juízo e há um ciúme ardente que há de devorar os que estão em oposição”. —Heb. 10:26, 27, NM.

27. Qual é a chave para o entendimento do propósito de Deus em prover o resgate?

27 Não se engane, Jeová Deus tem um propósito bem definido ao prover o resgate para a humanidade, e a chave dêsse propósito está na vindicação do seu próprio nome grandioso. A edificação dum novo mundo, inclusive o novo começo duma sociedade humana que o adorará, faz parte do seu propósito em vindicação de si mesmo como soberano eterno. Isto nos ajuda a entender por que êle arranja o pagamento dum resgate por Cristo Jesus, pois por meio dêsse, um núcleo de homens se torna qualificado para tomar parte na “nova terra” após o Armagedon e em procriar filhos e treiná-los nas veredas de Deus. “Pois manifestou-se a benignidade imerecida de Deus que traz salvação a tôda espécie de homens, instruindo-nos a repudiar a impiedade e os desejos mundanos e a viver com mente sã, e justiça, e devoção piedosa no meio deste presente sistema de coisas, enquanto aguardarmos a feliz esperança e a gloriosa manifestação do grande Deus e de nosso Salvador, Cristo Jesus, que se deu por nós, a fim de que, por um resgate, nos remisse de toda a espécie de transgressão da lei e nos purificasse para si mesmo como um povo peculiar todo seu, zeloso pelas boas obras.” —Tito 2:11-14, NM.

28. Que aparecimento de Jesus Cristo será tanto uma benção como um tempo de tribulação? E que exame deve ser feito agora por todas as pessoas?

28 A próxima notável manifestação de Deus e seu Filho, Jesus Cristo, no Armagedon, não será agradável para os que não são qualificados para receber o mérito do seu resgate. Será um ato justo da parte de Jeová, pois “é justo da parte de Deus retribuir tribulação aos que vos atribulam, porém a vós que sofreis tribulação, alívio junto conosco na revelação do Senhor Jesus do céu com seus anjos poderosos em fogo flamejante, ao trazer a devida punição àqueles que não conhecem a Deus e àqueles que não obedecem às boas novas acerca de nosso Senhor Jesus. Esses mesmos cumprirão pena de eterna destruição provinda de diante do Senhor e da glória de sua força, no tempo em que ele vier para ser glorificado em conexão com seus santos e ser considerado, naquele dia, com admiração em conexão com todos os que exerceram fé, porquanto o testemunho que demos encontrou fé entre vós.” (2 Tess. 1:6-10, NM) Não se deixe aninar ao sono pelo ensino de que Deus precisa salvar todos os homens. Êle não o fará! Mas, ele torna disponível o resgate a “tôda espécie de homens”, que o aceitarão nos termos que ele estabelece. Examine se está cumprindo estes têrmos, pois significa a sua vida.

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