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  • O mérito resgatador de Jesus Cristo
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A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1954
w54 1/10 pp. 147-151

O mérito resgatador de Jesus Cristo

“Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu a si mesmo em resgate correspondente por tôda espécie de pessoas.” —1 Tim. 2:5, 6, NM, margem.

1. Como se destaca Jesus Cristo na história do mundo?

JESUS CRISTO de Nazaré, desde o nascimento numa manjedoura, subiu a uma posição de importância vital para a humanidade. Nenhum outro indivíduo desde a criação de Adão fêz tal impressão indelével nas páginas da história, nem houve qualquer outra pessoa que fosse tão universalmente o objeto de controvérsia. Inúmeros outros homens desceram à morte como mártires de causas que lhes pareciam dignas da sua plena devoção, mas, em nenhum outro caso se atribuiu a tal martírio o papel de salvador. Jesus Cristo é o único na história do mundo de quem se diz que a morte o qualificou para agir como Redentor da humanidade. Tão destacada é a sua posição, que um dos seus discípulos dedicados sentiu-se compelido a dizer: “Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céo não há outro nome dado entre os homens, em que devamos ser salvos.” (Atos 4:12) Certamente não se atribui tal eficácia à morte de nenhum outro homem.

2, 3. Que pontos de vista contraditórios mantêm alguns acerca dele, sugerindo isso que perguntas vitais?

2 Contudo, apesar da ampla confissão na Cristandade, de que Jesus Cristo é o Resgatador da humanidade decaída, há muito mal-entendido quanto ao papel que ele desempenha nos propósitos do Deus Todo-poderoso. Mesmo entre os que professam crer nele há realmente uma surpreendente descrença no mérito da sua vida dada em resgate. Por outro lado, naturalmente, há milhões que nada atribuem de espetacular á sua vida ou morte, além da sua devoção a certos princípios que considerava bons, embora reconheçam sua proeminência na história judaica. Entretanto, em contraste, mesmo antes de Cristo aparecer, “outros homens foram torturados porque não queriam aceitar redenção por meio dum resgate, a fim de que pudessem alcançar uma melhor ressurreição por meio da antiga promessa de Deus de enviar uma “semente” que proveria redenção eterna do pecado e da morte. —Heb. 11:35, NM; Mat. 20:28; 2 Tim. 2:8-10.

3 À base daquilo que a Bíblia ensina, qual é a posição ocupada por Jesus Cristo no magnífico arranjo de coisas de Jeová para o estabelecimento de um mundo completamente novo? Devemos considerá-lo apenas uma figura lendária, de nobres ideais, que estabeleceu para nós um esplêndido exemplo de vida moral? Ou, devemos considerá-lo como aquele que derramou seu sangue vital em sacrifício, a fim de comprar, por meio dum resgate, os direitos à vida que Adão perdeu pela rebelião, tornando assim possível que homens finalmente vivam para sempre? A resposta correta a estas perguntas é hoje em dia vital para cada criatura vivente.

4. De que maneira foi diferente o aparecimento de Cristo do de qualquer outro homem?

4 É importante que se avalie que Jesus Cristo não se apresentou repentinamente na cena humana para proclamar-se salvador. Ele não foi apenas um homem de talentos e brilho mental excepcional, que deixou sua impressão na civilização em razão da sua atividade enérgica, tal como outros homens fizeram de tempos em tempos com vários graus, de êxito. Não! Antes, seu aparecimento foi singularmente diferente, pois, por séculos, havia sido predita a sua vinda. Homens de entendimento piedoso esperavam o aparecimento do salvador da humanidade, por causa da promessa que Jeová fêz no Éden acerca da vinda duma “semente” de justiça. —Gên. 3:15; Gál. 3:19.

5. Como é focalizada aqui a promessa feita a Abraão?

5 Quase 1.900 anos antes do nascimento de Cristo, Jeová confirmou com juramento sua promessa a Abraão concernente este Salvador, dizendo: “Por tua semente se abençoarão todas as nações da terra: porque obedeceste à minha voz.” (Gên. 22:18) Abraão e outros homens fiéis da antiguidade esperavam esta “semente“ e ansiavam as bênçãos que viriam por meio dela. O apóstolo Paulo remove toda dúvida quanto à identidade da “semente”, ao dizer: “Ora a Abrahão foram feitas as promessas, e à sua semente. Não diz: E ás sementes, como falando de muitos; mas como de um: E á tua semente, a qual é Christo.” —Gál. 3:16.

6. Que mostram com respeito a Cristo as palavras de Moisés e a promessa feita a Davi?

6 Mais de trezentos anos depois dos dias de Abraão, Moisés falou a Israel acêrca do mesmo salvador vindouro, dizendo que aquêle que não o escutasse não viveria. (Deu 18:19; Lev. 23:29) Pedro confirma o fato histórico de que Moisés predisse a vinda do salvador, Cristo, dizendo: “De fato, Moisés disse: “Jeová Deus vos produzirá dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim. A este tereis de ouvir segundo tudo quanto vos disser realmente, toda alma que não ouvir a êsse Profeta, será destruída completamente do meio do povo.” (Atos 3:22, 23, NM) Davi foi descendente direto de Abraão, e quanto a êle Jeová repetiu a promessa acêrca dum salvador, aproximadamente seiscentos anos antes de Cristo aparecer. “Eis que veem dias, diz Jehovah, em que levantarei a David um Renovo justo, que como rei reinará, . . . e executará o juízo e a justiça na terra.” — Jer. 23:5; 33:15

7. Que outras coisas proféticas foram escritas concernente Jesus Cristo, e em que concordam todos os profetas?

7 Aproximadamente 150 anos antes de Jeremias escrever as palavras acima no Registo sagrado, o profeta Isaias, sabendo muito bem que o Redentor viria da linhagem de Abraão e Davi, escreveu sob inspiração: “Por que a nós nos é nascido um menino, e a nós nos é dado um filho: o governo está sobre os seus hombros, e elle tem por nome Maravilhoso Conselheiro, Poderoso Deus, Eterno Pae, Princípe da Paz. Do aumento do seu governo e da paz não haverá fim sobre o throno de David e sobre o seu reino, para o estabelecer e para o firmar com juízo e com justiça desde agora e para sempre.” (Isa. 9:6, 7) Predisse-se que Belém seria o lugar do seu nascimento. (Miq. 5:2) De fato, todos os profetas concordaram que apareceria um redentor no cenário humano; e “a elle todos os prophetas dão testemunho de que, por meio de seu nome, todo o que nelle crê, receba remissão de pecados”. —Atos 10:43.

8. Que fatos em apoio demonstram que João não errou na sua identificação de Jesus?

8 O profeta Isaias declarou de antemão pormenores notáveis acêrca de Jesus Cristo, a saber, que êle seria desprezado, rejeitado, que seria um homem de dores e experimentado nos trabalhos; que a sua vida seria feita uma oferta pelos pecados de muitos, que intercederia pela humanidade, que, quando oprimido e aflito, ele não abriria a bôca para se queixar, mas se sujeitaria ao sacrifício como um cordeiro levado ao matadouro. Não é de se admirar, pois, que João Batista, quando viu Jesus chegar, exclamasse em voz alta: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29; Isa. 53:3-9, Al, margem) Que João fêz a identificação correta de Jesus como o Redentor é certificado pelo registo da declaração do anjo, trinta anos antes, quando essa poderosa criatura espiritual disse aos pastores: “Não temaes; pois eu vos trago uma boa nova de grande goso que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é Christo Senhor.“ (Luc. 2:10, 11) Além de dúvida, Jesus Cristo não era alguém que proclamou a si mesmo salvador, mas êle veio em cumprimento das promessas feitas por Deus muitos séculos antes.

9. De que modo confirmam os apóstolos a verdade de que Jesus fora enviado?

9 O apóstolo João apoia êste ponto de vista com a declaração direta de que foi Deus quem enviou Jesus. “Pois Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, a fim de que todo aquêle que nêle exerce fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” (João 3:16, NM) Jesus, portanto, não era um mortal comum, a quem Jeová tivesse selecionado para prover um resgate, mas, com boa razão, era um que veio diretamente do próprio domínio celestial de Deus, com a finalidade específica de vindicar o nome do Pai e prover um resgate. A existência pré-humana de Jesus se estendeu para trás ao tempo antes de vir á existência a humanidade ou até a própria terra. (João 1:13, Pro. 8:22-36) Seus discípulos sabiam avaliar a grande expressão do amor de Jeová ao enviar seu Filho. Sabiam que Jesus Cristo não era mero homem, como eles mesmos, e não mostravam hesitação em declarar isso. (Mat. 16:16) “Nisto se manifestou o amor de Deus em nós, em que Deus enviou a seu Filho unigênito ao mundo para que vivêssemos por meio delle. Nós temos visto e testificamos que o Pae enviou a seu Filho como Salvador do mundo.” —1 João 4:9, 14.

10. Como os desviam para um êrro quanto a Cristo as conclusões errôneas de alguns dos fanáticos religiosos?

10 Mas, existem homens religiosos que negam que Jesus fôsse o filho de Deus e tivesse vindo em carne por ser miraculosamente transferido por Jeová ao ventre duma virgem judia, Maria. Em vez disso ensinam a teoria da encarnação, dizendo que Jesus era realmente o próprio Deus, que revestiu seu corpo espiritual com uma cobertura de carne, assim como haviam feito os anjos que apareceram a Abraão, Lot e outros. (Gên. 18:1, 2; 19:1; Juí. 13:9-11, 16) Os trinitaristas estão presos ao mesmo falso arrazoamento, visto que crêem que Deus e Cristo são a mesma pessoa. Esta doutrina errônea faz que se tirem ainda outras conclusões erradas. Por exemplo, segundo esta teoria tem de se assumir que o abatimento e o sofrimento de Jesus foram apenas fingidos, porque nenhuma criatura espiritual pode estar abatida e sofrer. É forçoso que se chegue á conclusão de que suas orações eram fictícias, visto que, afinal das contas, apenas estava orando a si mesmo e fazia isso só por causa da profunda impressão que isso causaria nos seus discípulos e outros. (João 17) Ainda mais adiante, no mesmo caminho de êrro, teríamos de concluir, à base da premissa original, que a morte de Cristo teve apenas a aparência de morte, pois Deus, sendo imortal, não pode realmente morrer; portanto, não houve absolutamente morte verdadeira e nem houve qualquer derramamento de sangue em resgate da humanidade!

11, 12. Que outros pontos de vista mantêm alguns líderes religiosos?

11 Intimamente relacionadas a êste arrazoamento perigoso estão as conclusões daqueles que crêem na “teoria da influência moral”. Sustentam que a única missão de Cristo foi a de revelar o amor de Deus dum modo tão comovente que derreteria o coração e induziria os homens a abandonar o pecado. (Theology at the Dawn oƒ the Twentieth Century, pág. 261) “Estritamente falando”, dizem êles, “a morte de Cristo não foi necessária para a salvação humana”.

12 Não é de surpreender, pois, que se encontre um líder religioso de grande proeminência dizendo o seguinte acêrca do resgate: Naturalmente que não creio no Nascimento Virgem, nem naquele antiquado substituto, a doutrina da Expiação; e não conheço qualquer inteligente ministro cristão que creia nisso. A dificuldade com êstes fundamentos é que eles supõem que, a menos que se concorde com seu arranjo doutrinal, a pessoa não pode crer nas verdades profundas, substanciais e eternas do evangelho cristão que transformam a vida dos homens e são a única esperança neste mundo quanto ao papel de salvador desempenhado por Cristo.”* Incluídos nesta classe de homens encontram-se os que mofam da morte de Jesus Cristo como sendo necessária para prover um resgate, porque, dizem êles, isso requer um homicídio para cumprir a vontade de Deus.

13. Como se mostra sua descrença no resgate, colocando-os na classe descrita por Pedro?

13 Encontramos, assim, homens religiosos, até líderes entre êles, que realmente negam o mérito resgatador de Jesus Cristo. Sim, êles falam das ‘verdades eternas do evangelho cristão’, mas, aos seus olhos, os princípios incorporados nos Dez Mandamentos e mais os novos mandamentos que Cristo ensinou, o amor de Deus, o amor ao próximo até mesmo ao ponto de morrer por êle são as coisas “que transformam a vida dos homens e são a única esperança neste mundo quanto ao papel de salvador desempenhado por Cristo”. Por suas próprias palavras e atos, êles não crêem que a vida de Jesus Cristo, dada em morte sacrificial, serviu realmente para abrir à humanidade o caminho para ganhar de novo a perfeição da carne e a unidade com Deus que Adão no início perdeu com seu pecado de rebelião. Eles, em realidade, repudiam a Cristo como seu redentor e salvador, e não crêem que o valor do seu sangue derramado foi o preço pago a Deus, a fim de recuperar para a humanidade o direito à vida, perdido por Adão. Embora pretendam ser servos de Deus, são em realidade mestres falsos. Quão acuradamente Pedro os descreveu: “Também entre vós haverá falsos mestres. Estes mesmos introduzirão quietamente seitas destruidoras e repudiarão até o amo que os comprou, trazendo sôbre si mesmos uma rápida destruição.” —2 Ped. 2:1; 1 Cor. 1:18, NM.

14. Que pleno impacto da verdade precisa ser apreciado pelas pessoas honestas?

14 Cada pessoa interessada na vida precisa avaliar o pleno impacto da verdade que as Escrituras Sagradas fazem tão especifica e definitivamente conhecida, a saber, que somente pelo mérito resgatador de Jesus Cristo poderá alguém obter a salvação. Além disso, aquêle que obtém a salvação precisa cumprir os têrmos do resgate e dêste modo se tornar qualificado segundo os padrões de Deus. Em análise final, as filosofias dos homens e todo o conhecimento mundano e arrazoamento humano, que levantaram contra as Escrituras, não lhes adiantarão nada. A Palavra de Deus é segura e firme, fidedigna quanto à sua procedência daquele que tem todo o conhecimento e possui todo o poder para apoiar a sua palavra e cumpri-la. É correto irmos a êle em busca duma explicação da posição que seu Filho ocupa no propósito divino com relação à salvação da humanidade.

15. O que significa “resgatar”, e por que precisa toda a raça humana de tal resgate?

15 “Resgatar” significa “remir do cativeiro, da escravatura, de punição ou semelhantes pelo pagamento dum preço; comprar da escravidão; libertar, como de pecado, da sua penalidade, ou de semelhantes; ser Redentor de”. (New International Dictionary de Webster, 2ª Edição) Admite-se que a humanidade tem estado em escravidão ao pecado e sua penalidade, a morte, desde o Éden. “Eis que fui nascido em iniquidade, e em peccado me concebeu minha mãe”, disse Davi. (Sal. 51:5) Essa confissão de escravidão não só se aplicou ao próprio Davi, pois Paulo a confirma como se aplicando a toda a raça humana, quando diz: “Por um só homem entrou o peccado no mundo, e pelo peccado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, visto que todos peccaram.” (Rom. 5:12) A raça humana inteira tem estado e está em cativeiro, na escravidão que resulta em morte e precisa dum Resgatador para trazer a redenção, se é que se deve novamente restabelecer a plena liberdade que existia no Éden em sua perfeição. — Heb. 2:15.

16. Sob que condições poderia o homem recobrar-se da penalidade do pecado, a morte?

16 A morte vem com justiça sôbre o homem, pela operação das leis justas e perfeitas de Jeová. Não foi injustiça da parte de Deus, pois o homem trouxe sôbre si mesmo essa escravidão com sua punição, a morte. Em conformidade com a justiça, Deus poderia permitir que a morte reine sôbre os homens por todo o tempo vindouro, mas, sua grande qualidade de amor e misericórdia o move a prover um meio de escape para os homens que se inclinem a justiça. Entretanto, no exercício da sua misericórdia, Jeová não pode desconsiderar ou deixar de lado a justiça da sentença que impôs ao homem a penalidade da morte. “Vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” isso expressa os termos e princípios sob os quais Deus sempre operou. (Êxo. 21:23, 24) Conseqüentemente, aquilo que Jeová decretara como penalidade para o pecado da humanidade, a saber, a morte, podia ser levantado só com o pagamento dum resgate ou preço correspondente. Se se pudesse achar alguém disposto e capaz de fazer o pagamento deste resgate, cumprindo assim a lei justa de Jeová, então a sua misericórdia se poderia estender à humanidade. Jesus Cristo foi quem esteve disposto e capaz de comprar o homem do seu cativeiro.

17. Como se mostra o grande amor de Deus neste respeito?

17 Que foi o amor e a misericórdia de Jeová, que moveram Cristo a prover o pagamento dum resgate, demonstra-se claramente em João 3:16 (NM): “Pois Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exerce fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.“ Esta foi uma ação iniciada por Deus e acompanhada da disposição do seu Filho de cumprir os termos de justiça no pagamento do resgate. “Deste modo se manifestou o amor de Deus em nosso caso, que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, a fim de que pudéssemos ganhar a vida por meio dele. O amor consiste, neste respeito, não em termos amado a Deus, mas, em que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos pecados.” (1 João 4:9, 10, NM) Jesus Cristo estava disposto a pagar o preço do resgate, pelo amor a Jeová e ao homem decaído.

18. Foi uma coisa nova para Deus o requisito dum resgate?

18 Não era uma coisa nova que Jeová assim requeresse o pagamento dum resgate. Ele seguiu apenas o mesmo princípio básico aplicado no caso dos seus tratos com Israel, como Resgatador ou Redentor daquela nação. Ele disse de si mesmo: “Pois eu sou Jehovah teu Deus, o Santo de Israel, teu Salvador; como teu resgate dei o Egypto, em teu logar a Ethiopia e Saba. Visto que te tornas precioso aos meus olhos, e digno de honra e eu te amo, portanto darei homens por ti e povos pela tua vida.” (Isa. 43:3, 4) Os estatutos do pacto da lei feito com Israel proveram o pagamento dum resgate, em redenção da vida da pessoa em certas espécies de ofensas. O impôsto de recenseamento, meio siclo para cada hebreu, foi considerado o resgate que fazia propiciação pelas suas vidas. (Êxo. 21:28-32; 30:12-16) A oferta anual de um novilho e de um bode pelos pecados do povo servia de expiação ou resgate que Jeová reconhecia e aceitava. — Lev. 4:1-35; 5:1-19; 16:1-31; Pro. 21:18.

19. De que modo é uma coisa difícil o pagamento dum resgate?

19 No caso do homem, o resgate exigido por Deus para restaurar a perfeição e vida eterna, não podia ser pago com prata, ouro ou outras coisas preciosas, nem pelo sangue de animais, pois estes pagamentos não corresponderiam ou não seriam iguais à vida perfeita que Adão perdeu para tôda a humanidade. (1 Ped. 1:18, 19) Para “todos os habitantes do mundo: tanto plebeus, como de alta estirpe, juntamente os ricos e os pobres”, o Salmo 49 indica que o homem nunca pode dar a Deus um resgate pela sua vida, “pois custa demais a remissão da vida delles, e esta tentativa tem de ser abandonada para sempre”. Segue-se daí que, a menos que Jeová proveja o meio de pagamento dum resgate correspondente, nunca haveria um recôbro do pecado e da morte. Deus fez esta provisão por conceder a seu Filho unigênito o privilégio de dar a sua vida humana perfeita em sacrifício. — Gál. 4:4, 5.

20. Qual foi a atitude de Cristo quanto a este proceder sacrificial que lhe estava proposto?

20 Jeová não precisava compelir seu Filho a seguir este proceder sacrificial, mas Jesus voluntariamente o adotou quando percebeu que era a vontade de seu Pai. Diz Paulo acerca dele: “[Ele] não deu consideração à usurpação, a saber, que devesse ser igual a Deus. Não, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de escravo, tornando-se semelhante aos homens. Além disso, quando se achou na forma de homem, humilhou-se a si mesmo e se mostrou obediente até a morte, sim, a morte numa estaca de tortura. (Fil. 2:6-8, NM) O próprio Jesus confirma sua disposição de dar sua vida em sacrifício, dizendo: “Por isso o Pae me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou.“ (João 10:17, 18) Como cordeiro sacrificial de Deus, Jesus Cristo avançou firme, voluntário e inabalavelmente em direção ao seu sacrifício na estaca de tortura, reconhecendo plenamente a capacidade que este lhe daria, de prover o resgate para a humanidade crente. —Isa. 53:7.

21. Na sua benignidade, como provou Jeová a base para a crença no resgate de Jesus Cristo?

21 Sem dúvida foi numa época distante, antes da sua vinda miraculosa à terra, que Jesus, na sua existência pré-humana, expressou a disposição de prover o resgate. Deve ter sido assim, pois, por intermédio de Abraão, muito antes do advento terrestre de Jesus, Jeová ilustrou como daria seu Filho em sacrifício e como este Filho de livre e espontânea vontade daria Sua vida. (Gên. 22:1-19) Imediatamente depois dêste quadro profético apresentado por Abraão, Jeová fêz a promessa de que “por tua semente se abençoarão todas as nações da terra”, “semente” que Paulo identificou como sendo o Cristo. De modo que Deus demonstrava que, numa época marcada, ainda futura nos dias de Abraão, seu próprio Filho amado viria para fazer o grande sacrifício. Na sua Palavra escrita, Jeová colocava a base para que os homens inclinados à justiça pudessem fixar sua esperança neste grande evento e nas indizíveis bênçãos que isso abriria para êles. Estabelecia-se um registo fidedigno, por meio do qual os homens seriam capazes de identificar aquele que proveria um resgate para eles. (Pro. 8:22-36; João 8:58) Estava assim em vista uma grande redenção, mas, esta viria definitivamente por meio do resgate de Jesus Cristo.

[Nota de Rodapé]

“Christian Beacon”, 9 de maio de 1946. Vol XI. Nº 13 (Harry Emerson Fosdick).

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