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  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1953
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w53 1/5 pp. 77-79

Um conceito maduro da dedicação

“Quanto mais dará o Pai nos céus espirito santo aos que lho pedirem!” “Continuei pedindo-a a Deus, pois ele dá liberalmente a todos e sem censurar.”–Luc. 11:13, Tia. 1:5, NW.

1. Qual é o primeiro passo preliminar a fim de dedicarmo-nos, e aplica-se em todos os casos?

O ESPÍRITO de Deus é essencial à madureza quanto à compreensão bíblica da nossa dedicação a Deus. O primeiro passo essencial para dedicarmo-nos é que temos de ‘nos converter a Jeová’. (2 Cor. 3:16, NW) Isso se aplica ao caso de alguém que anteriormente foi membro de um sistema religioso da cristandade, a Babilônia moderna, como os judeus nos dias da igreja primitiva que estavam atados ao seu sistema do judaísmo. Aplica-se também ao caso de alguém que, semelhante aos atenienses, não professava haver pertencido ao povo pactuado de Deus. O apóstolo Paulo tratou com ambos os casos, dos quais muito se pode aprender.

2. Como indica Paulo a raiz da dificuldade dos judeus e que parte importante desempenha a fé nesse sentido?

2 Quanto aos judeus, êle explicou que foram muito favorecidos por escutarem a palavra de Jeová contida nos escritos de Moisés, no “antigo concerto” feito com êle. Todavia como nação não progrediram à sabedoria e entendimento. Ao invés, conforme diz Paulo: “As percepções mentais dêles se embotaram” e “um véu está posto sôbre o coração dêles». Ah, essa era a raiz da sua dificuldade. Não que lhes faltasse capacidade mental, mas que não tinham o correto desejo de coração, o qual se manifestaria mediante o espírito de fé e humildade. Em outro lugar, o mesmo apóstolo acerta a causa fundamental da atitude de coração incorreta quando avisa seus irmãos hebreus acerca do “perverso coração que carece de fé por afastar-se do Deus vivo”. Por conseguinte, não podemos começar a progredir na direção correta a menos que nos voltemos a Jeová com fé. A norma declarada pelo apóstolo se aplica a toda pessoa, sem exceção: “Sem fé é impossível obter o seu beneplácito, porquanto é necessário que o que se aproxima de Deus creia que ele existe e se torna remunerador dos que o buscam fervorosamente.”-2 Cor. 3:14-16; Heb. 3:12; 11:6, NW.

3. Há grandes bênçãos e privilégios em perspectiva para aqueles que se voltam sinceramente a Jeová?

3 Agora observai a perspectiva gloriosa que se desenrola perante alguém que se converte a Jeová em sinceridade e verdade e, vendo o caminho que êle segue, reconhecereis os marcos familiares indicados no que acabamos de estudar. Pois em 2 Coríntios 3:16 a 4:6 (NW) o apóstolo prossegue a explicar que quando se tira o véu ficamos livres das trevas e escravidão do êrro e entramos no lugar (Sião, a organização do Senhor) e na relação “onde está o espirito de Jeová”, onde há liberdade para esquadrinharmos as coisas profundas e sermos “transformados” pela renovação de nossa mente, para que possamos refletir e radiar a glória de Jeová, tudo o que é exatamente como opera o espírito de Jeová. Todos os que são assim favorecidos em Sião tem um “ministério” glorioso, de deixar que “das trevas brilhe a luz” de modo que outros prisioneiros ainda sejam libertos da escravidão ao “deus deste sistema de coisas” por meio da nossa “manifestação da verdade. . . a tôda consciência humana” -Isa 59:21; 60:1.

4. Prescreve-se proceder igual para aquêles que anteriormente não faziam profissão e há encorajamento para todos buscarem a Jeová?

4 Quanto aos que anteriormente não professavam servir a Jeová Deus, observai que Paulo, em substância, lhes prescreveu o mesmo proceder que para os homens de Atenas. Eles, igualmente, tem de buscar a Deus, se porventura, tateando, o possam achar, embora [para nosso encorajamento], na verdade, não esteja êle longe de cada um de nós, e ainda que “Deus não levou em conta os tempos de tal ignorância, agora, porém, notifica à humanidade que todos em toda parte se arrependam”. (Atos 17:27, 30, NW) Literalmente a palavra grega para “arrepender-se” contém a ideia de mudança de opinião, “converter-se a Jeová.” Há na Palavra de Deus pleno encorajamento para todos, a despeito do seu proceder anterior, a darem este passo inicial, arrependendo-se e chegando à correta atitude de coração. Considerai, por exemplo, as seguintes expressões benignas: “Buscai a Jehovah emquanto se pode achar; invocai-o enquanto está perto. Deixe o iníquo o seu caminho, e o injusto os seus pensamentos: volte-se para Jehovah, porque se compadecerá dele; e para o nosso Deus, porque muito perdoará.” Pois “para esse homem olharei, isto é, para aquele que é pobre, e dum espírito contrito e que treme da minha palavra”.-Isa. 55:6, 7; 66:2.

5. Ao chegar-se ao conhecimento da verdade pela primeira vez, que duas coisas importantes em geral se compreendem?

5 Que segue então? Tomamos, como ilustração, o caso daquele que se entrou recentemente em contacto com as testemunhas de Jeová e que, pela ajuda delas, veio a apreciar o conhecimento da verdade do glorioso propósito e provisão bondosa de Jeová. Ele se apartou do seu caminho anterior e se voltou a Jeová pois aprecia que foi trazido das trevas para a luz. Agora vê a suprema questão da soberania universal de Deus e sabe, segundo a Palavra de Deus, que em breve será resolvida perante toda criação, uma vez para sempre, no Armagedon, “a guerra do grande dia do Deus, o Todo-poderoso.” Êle sabe que será o triunfo do reino de Deus, guerreando seus justos exércitos debaixo do ungido “Rei dos reis” de Jeová, e que a predita vitória está absolutamente certa porque, desde 1914 E. C. em diante, Jeová escarnece-se de seus inimi gos, rindo e zombando-se deles, dizendo: “Eu, porém, tenho estabelecido o meu rei em Sião, meu santo monte.” Está empolgado com esta visão de esclarecimento, e ademais vê na Palavra de Deus que neste “tempo do fim” se tem de executar uma obra urgente de suma importância; a “estranha obra” de Deus, uma obra de dar testemunho, entregando uma mensagem de aviso, também uma mensagem de consolo e instrução para todos os que querem atentá-la.-Apo. 16:14; 19:11-16, NW; Sal. 2.

6. A que processo de arrazoamento e proceder conduz a apreciação da questão em debate e da obra do Senhor?

6 ‘Sim,’ diz ele a si mesmo, ’Vejo claramente a questão em debate e aprecio que as testemunhas de Jeová realmente estão fazendo a obra do Senhor. E determino, pela graça de Deus, definir-me do lado correto do debate, apoiando a causa justa do reino de Deus. Ademais, compreendo que é meu privilégio e responsabilidade participar ativamente na obra de testemunho ao máximo das minhas possibilidades, colocando-a em primeiro lugar na minha vida. Tendo-me definido e dedicado inteiramente ao serviço de Deus como se efetua sob a direção da organização teocrática, compreendo que, segundo as Escrituras, o passo seguinte é submeter-me à imersão nágua como símbolo da minha completa dedicação e da posição que tomei.’ Assim faz, crendo que está diante dele um caminho bem definido que, se o mantiver, o conduzirá a vida e felicidade eternas sôbre a terra sob o domínio e benção do Reino de Deus.

7. Resulta sempre conforme planejado a carreira bem definida, ou surgem vários motivos que fazem que pareça impossível?

7 Até aqui tudo corre bem. Ou corre mesmo bem? O caminho bem definido nem sempre sai assim, não é verdade? Sem dúvida ouvistes falar de certos casos, ou estáveis em contacto pessoal com tais, ou talvez ate vós próprios estais passando por tal experiência neste instante, em que parece que será impossivel manterdes o caminho que empreendestes. Talvez haja um motivo, ou outro. Talvez os rigores da própria obra de testemunho sejam muito mais exigentes na real experiência do que tinhais imaginado, baseando-vos no otimismo e entusiasmo das suas co-testemunhas. Talvez não tenha havido muita verdadeira oposição, mas muita apatia, no território em que estais trabalhando, e sentia que vos está esgotando. Ou, talvez, não haja nada diretamente relacionado a obra do Senhor, mas um problema doméstico severo que surgiu por motivo da posição que tomastes, causando-vos grande tensão mental e infelicidade; parece mais do que podeis suportar. Ou, talvez, exatamente ao contrário; alguma coisa, ou alguém, se introduziu na sua vida com apelo tão forte que sentis que simplesmente não o podeis resistir. Sabeis de tudo que ouvistes, além dos exemplos na Bíblia, tais como Hebreus 11, que essas experiências são comuns a todo o povo de Deus e que eles se mantem fiéis debaixo de tais provas e tentações; em vosso caso, porém, acheis que simplesmente fostes desequilibrados e que assumistes mais do que podeis manejar. As promessas da Palavra de Deus não parecem aplicar-se ao vosso caso. Sentia que não podeis encarar os irmãos, e voltais aos antigos vícios ou vos precipitais em outros, no esfôrço de afogar as suas tristezas.

8. Experimenta-se às vezes desapontamento com os recém interessados, e devemos logo concluir que não se pode-fazer nada para ajudá-los?

8 Talvez, prezado leitor, jamais tivésseis tal experiência, mas é possível que tivésseis o gozo de ajudar outros a ver a verdade e os vísseis seguir no caminho que acabamos de descrever, e daí, exatamente quando pensáveis que estavam seguros dentro do rebanho, tendo tomado sua posição e se submetido á imersão, começaram a vacilar e tropeçar, mais ou menos conforme sugerido acima. Que aconteceu? Recordais quão bem pareciam progredir enquanto realizáveis o estudo bíblico familiar com eles. Todavia agora, ainda que estejais ansiosos a ajudá-los de qualquer maneira possível, buscando direção divina na questão, eles não vo-lo permitem e talvez até recusam ver-vos. Lastimosos concluis que não se pode fazer mais nada e que seria melhor voltardes a atenção a outro lugar, tratando de encontrar e ajudar recém-interessados, confortando-vos com a reflexão de que essas coisas foram preditas na ilustração que Jesus deu acerca da semente semeada onde não havia profundidade de terra, ou onde logo foi sufocada pelos espinhos. Contudo, foi lucidamente explicado no estudo da Watchtower sôbre essa parábola (1 de dezembro de 1950) que tais condições que resultam em não produzir fruto não são necessariamente automáticas, algo que não se pode alterar; mas, quer seja uma questão de ajudarmos a nós mesmos, ou a outrem, temos grande responsabilidade. Portanto, examinemos de novo a pergunta, Que aconteceu?

CAUSA DA REINCIDÊNCIA

9. Devemos considerar a nossa dedicação como feita primeiramente a uma obra, ou a uma pessoa, e que diferença faz isto?

9 Podeis dizer que a causa é a imaturidade. Sim, mas em que sentido? E sugerimos que é bem possível que seja falta de entender tudo que significa o passo de dedicação. O ponto que desejamos esclarecer é que não se trata apenas de dedicarmo-nos a uma obra, dando-lhe o primeiro lugar na nossa vida; mas quer dizer em primeiro lugar dedicarmo-nos a uma pessoa, A Pessoa, Jeová. E que diferença faz isto? Faz tôda a diferença. Ajuda-nos a evitar o erro de considerar a nossa dedicação como sendo um passo inicial que se deu e com que se acabou, para daí prosseguir com a obra. Antes, deve ser considerada como entrando numa relação vital que tem de ser mantida e guardada zelosamente em todos os tempos.

10. (a) Onde encontramos a informação relativa à dedicação de Jesus? (b) Como revelou ele uma compreensão madura da lei de Deus relativa a sua dedicação?

10 Para nossa orientação bíblica nesse sentido, não poderíamos ter um melhor padrão para considerar do que nosso Chefe e Exemplar, Cristo Jesus. Para nosso proveito, bem como para o dele, Jeová com muita bondade revelou na sua Palavra o arrazoamento exato e a atitude de coração que levou Jesus a ser imerso por João. Isto foi registado no Salmo 40, escrito séculos antes de vir Jesus a terra, e podemos ter certeza da sua aplicação porque, falando em Hebreus 10:5-10 acerca de Jesus oferecer-se a si mesmo, o apóstolo cita do Salmo 40:6-8. Ao lermos esses versículos aprendemos que Jesus reconheceu que, em lugar dos sacrifícios e ofertas de animais que se faziam debaixo do antigo concerto da Lei, era então seu privilégio oferecer-se a si mesmo como sendo “perpetuamente um só sacrifício pelos pecados.” (Heb. 10:12, NW) E assim, expressando sua atitude de coração ao dedicar-se, ele disse: “Eis que venho; . . .Em fazer a tua vontade, Deus meu, eu me deleito.” Mas, dizeis, não prova essa última expressão amplamente que e é dedicação a uma obra, para fazer a vontade de Deus? Espera um momento! A madureza significa entender não apenas alguma verdade sôbre certo tema, mas a inteira verdade, visionando o quadro completo, cada parte no seu próprio lugar e proporção em relação a tôdas as outras em conjunto. Demos, pois, a devida consideração à expressão subsequente e concludente da dedicação de Jesus: “A tua lei está dentro do meu coração.” (Sal. 40:7, 8) Como assim? Em que forma? Na dos Dez Mandamentos? Jesus indicou um conceito muito mais maduro da essência da lei de Deus no seu resumo ao escriba judeu, dizendo que Jeová nosso Deus é um e que não há outro (enfatizando a sua supremacia como sendo a questão de suma importância), então temos de amá-lo de todo nosso coração, entendimento e fôrça, e também amar a nosso próximo como a nós mesmos. (Mar. 12:28-34, NW) Ah, eis a raiz do assunto! Essa foi a razão fundamental por que Jesus pôde dizer, “Em fazer a tua vontade eu me deleito” e perseverou e persistiu nesse caminho através dos mais severos sofrimentos e provas; não só porque ele viu que era uma boa obra da qual tanto dependia, mas por causa da sua relação para com seu Pai celestial, reconhecendo a sua supremacia e amando-o sem afeto e devoção inquebrantáveis.”

11. Como mostra a relação matrimonial a necessidade de pôr em primeiro lugar as primeiras coisas?

11 Para ilustrar a importância relativa entre a relação e a obra, considerei a relação matrimonial. Quando a mulher se casa, ela sabe que há diante dela uma obra importante com o cuidado da casa e criação dos filhos, e bastante serviço, pois o trabalho da mulher nunca se acaba. Mas se ela é uma mulher prudente e fiel, aprecia que muito mais importante ainda é a necessidade de desempenhar fiel e constantemente a parte que lhe cabe de manter a preciosa relação marital de amor, afeto e devoção mútuos, vigiando zelosamente contra qualquer coisa que poderia fazer que eles principiassem a perder confiança ou respeito e começassem a afastar-se. Nestes dias em que o egoísmo chegou ao auge, parece que muitas vezes se considera o matrimônio como sendo um passo que se dá e esse é o fim da questão, em vez de uma relação assumida que deve ser mantida e preservada. Este, talvez, seja o motivo por que muitos matrimônios fracassam tão rapidamente.

(Continua)

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