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  • O cântico de escárnio contra Satanás o Diabo

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  • O cântico de escárnio contra Satanás o Diabo
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1950
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  • O TEMPO E AS CIRCUNSTÂNCIAS DO CÂNTICO
  • JÁ COMEÇARAM A CANTAR?
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1950
w50 1/5 pp. 70-74

O cântico de escárnio contra Satanás o Diabo

“Como caíste do céu, ó estrela radiante, filho da alva! Como estás cortado até a terra, tu que abatias as nações!” — Isa 14:12.

1. Que cântico Deus já proveu? Para ser entoado em benefício de quem?

JEOVÁ proveu um cântico para ser entoado agora contra seu arqui-inimigo, Satanás o Diabo. Escarnece daquele adversário de toda a justiça. É um aviso antecipado da humilhação e desgraça que em breve lhe sobrevirá. Já teve o seu dia. Passou o auge da sua subida e já está na descida. Ele tem todo o motivo de saber disto, mas se não quer admiti-lo e prefere lutar contra o inevitável em desgosto amargo, Jeová Deus lhe dá uma lembrança. As palavras do cântico de escárnio que Deus fez que se compusessem sob inspiração há mais de vinte e seis séculos, ele elucida hoje. Irresistivelmente ele move seus cantores a expressar as palavras durante estes últimos dias da organização mundial de Satanás. Não é em benefício daquele iníquo que se entoa o cântico de escárnio. É fato conhecido que ele jamais se reformará. O canto é em benefício de todos aqueles que há muito têm sido vítimas de Satanás o Diabo e sua organização terrível e que desejam livrar-se do seu poder e domínio. O cântico, triste para Satanás, é para eles uma melodia de libertação. As suas palavras zombadoras soam em desafio e denotam uma vitória sobre o opressor de muito tempo. Os entoadores do cântico não poderiam cantá-lo por si só com tanta coragem e convicção no próprio meio da organização mundial de Satanás a não ser que o Compositor divino do cântico primeiro lhes tivesse dado a vitória sobre o opressor soltando-os do seu poder. Quem deseja experimentar semelhante vitória e livramento precisa agora acreditar no cântico e passar para o lado do Compositor e dos seus cantores em desafio ao opressor escarnecido.

2. Por quê é necessário que se entoe o cântico agora?

2 São poucos os que entoam o cântico e que têm a coragem de fazê-lo. A maior parte da humanidade geme e se queixa sob a série de aflições que Satanás o Diabo traz sobre a terra e mar. Grande número de pessoas mofam com incredulidade da idéia que exista tal personalidade como Satanás o Diabo. Destarte se cegam estupidamente quanto a quem é realmente responsável por suas aflições. Por isso não podem descobrir como escapar do seu laço. Mas Jeová Deus toma a sério o Diabo e a sua Palavra escrita expõe-nos esse maligno. Não só isso, mas nos revela a ambição que o Diabo sempre teve. Melhor de tudo, assegura-nos que a carreira medonha dele já se aproxima do seu fim. O cântico de escárnio dá ênfase especial a isto. Por motivo da sua natureza profética há mister de entoá-lo em voz alta para que tanto diabos como homens o ouçam. A própria profecia predisse que se cantaria numa ocasião em que se tivesse efetuado uma libertação de seu povo por parte de Jeová e se lhe tivesse ganho em grande medida o livramento da organização mundial de Satanás. Já vieram a libertação e livramento! As testemunhas de Jeová podem testificar isso. Então, avante com o cântico em crescendo contínuo, para que mais e mais pessoas ouçam a mensagem que fala da maior e mais completa libertação e livramento tão próximo para todos os homens de boa vontade! Para que entoemos o cântico com melhor compreensão, consideremos as palavras dele conforme nos estão expostas na profecia de Jeová por intermédio de Isaías, capítulo quatorze.

3. Que grande organização é destruída por Deus, e principalmente por quê?

3 O capítulo precedente foi considerado nos artigos anteriores de A Sentinela. Predisse a destruição da antiga potência mundial, Babilônia, e a destruição da antitípica Babilônia dos tempos modernos, a organização mundial do Diabo. O Deus Todo-poderoso, que destrói essa organização iníqua, diz por que ele faz isso. É porque está envolvido o seu nome, e está envolvido também o povo chamado por seu nome e dedicado à sua adoração. Por muitos séculos antes da assim-chamada “era cristã” o povo do nome dele eram as doze tribos que descendiam de Jacob. A Bíblia os chamou, não “jacobitas”, mas “israelitas”, porque o nome de seu pai foi por Deus modificado a “Israel”. Na profecia, contudo, a Bíblia muitas vezes fala da nação inteira sob ambos os nomes de seu pai, ora como Jacob, ora como Israel, ambos os nomes tendo sentido paralelo.

4. Que antiga cidade santificou ele, e como?

4 Em harmonia com suas promessas pactuadas aos fiéis pais dessa nação, Abraão, Isaac e Jacob, Jeová Deus misericordiosamente a escolheu como seu povo, para ser chamado por seu santo nome. Em cumprimento adicional do pacto com seus pais, ele deu aos israelitas a Terra Prometida, Palestina, e instituiu o centro da sua adoração lá no templo em Jerusalém. A montanha real na cidade era o monte Sião, onde ficava o palácio do rei de modo que se chamava a cidade também “Sião” ou “Monte Sião”. O rei da tribo de Judá era apenas um representante visível do verdadeiro Rei de Israel, Jeová Deus. A cidade, portanto, se chamava a “cidade do grande Rei”, significando seu grande Regente invisível Jeová. O seu templo de adoração santificava e embelezava a cidade. A sua adoração pura e santa a glorificava e a tornava a alegria de todos aqueles na terra que adoravam o Deus verdadeiro e vivo. De modo que com grande êxtase os filhos levíticos de Coré cantavam no templo estas palavras: “Grande é Jeová, e mui digno de ser louvado, na cidade de nosso Deus, no seu santo monte. De bela e alta situação, alegria da terra toda, é o monte de Sião aos lados do norte, cidade do grande Rei. Nos palácios dela fez-se Deus conhecer como alto refugio.” (Sal. 48:1, 3) De modo que o nome de Jeová estava sobre essa nação.

5. Como estabeleceu Satanás uma cidade e adoração rival?

5 Satanás o Diabo invejou a fama de Jeová relativa à Jerusalém. Como rival para a Jerusalém com a sua adoração divina Satanás edificou a cidade de Babilônia em potência mundial e a fez a glória dos reinos gentios dos tempos antigos. Ele organizou nela a adoração de si próprio por deus sob o nome de “Merodac”. Assim como competia ao rei de Jerusalém ser padroeiro da adoração de Jeová, assim o opositor de Jeová constituiu o rei pagão da Babilônia padroeiro-mor da adoração do Diabo. Isto era especialmente verdade com respeito a Nabucodonosor, que levou Babilônia ao ápice do seu domínio mundial. Seu nome comprido queria dizer “Nabo é protetor contra a calamidade”. Ainda que esse grande conquistador levasse o nome do deus menor Nabo, contudo constituía Merodac quase exclusivamente objeto da sua adoração religiosa. Falava e escrevia a respeito de Merodac como “seu senhor (Bel)”, “seu grande senhor,” “a alegria do seu coração,” “o grande senhor que lhe designou o império do mundo, e aos seus cuidados confiou o povo espalhado aos confins da terra,” Ainda que outorgasse alguma deidade aos outros deuses de Babilônia, Nabucodonosor insistia que o seu império realmente era a monarquia de Bel-Merodac. Por isso dirigia-se a este como “chefe supremo dos deuses”, “o mais antigo,” “o rei dos céus e da terra,” e tinha o Jeová dos israelitas apenas por um deus estrangeiro inferior. Desta maneira o rei da Babilônia adorava o grande rival de Jeová, Satanás o Diabo. Servia o Diabo e era o seu principal representante na terra. O uso que o Diabo fez dele mostra que o Diabo cobiçava a dominação do mundo em oposição desafiadora ao Deus verdadeiro e vivo. De modo apropriado a Palavra de Deus usa o rei da Babilônia por símbolo do próprio Diabo. Sob este símbolo Deus dirige o cântico de escárnio e outras profecias ao Diabo.

O TEMPO E AS CIRCUNSTÂNCIAS DO CÂNTICO

6, 7. Como se apiedou Deus de Israel e os estabeleceu na sua terra?

6 Com a finalidade de servir a ambição exaltada do Diabo foi que Nabucodonosor destruiu Jerusalém em 607 A.C. e levou a maior parte dos sobreviventes judeus a lugares na Babilônia ao norte. Nabucodonosor deu o crédito por esta extensão do império babilônico a seu deus Satanás o Diabo sob a guisa de Merodac. Mas na realidade foi Jeová Deus que permitiu que o servo do Diabo fizesse essa obra blasfema. Não só permitiu que o Diabo traísse sua ambição interesseira contra Jeová, mas também demonstrou a seu povo escolhido os resultados tristes que provêm de se apostatar da adoração e serviço do Deus vivo e verdadeiro. A vanglória soberba do rei da Babilônia que Satanás o Diabo, aliás Bel-Merodac, lhe tinha dado o império do mundo provou-se uma pretensão falsa quando Jeová Deus se serviu dos medos e persas para transtornar o império babilônico e restaurar Seu povo cativo ao monte Sião na Terra Prometida. Esta libertação do seu povo da parte dominante da organização visível do Diabo era miraculosa. Dois séculos antes do acontecimento o profeta de Jeová, Isaías, se referia a ela nas seguintes palavras:

7 “Pois Jeová se compadecerá de Jacob, ainda escolherá a Israel e pô-los-á na própria terra deles. Agregar-se-ão a eles os estrangeiros, e estes se apegarão á casa de Jacob. Os povos os tomarão e os levarão ao lugar deles, e a casa de Israel os possuirá na terra de Jeová para servos e para servas. Cativarão aqueles que os haviam cativado, e dominarão sobre os seus opressores.”—Isa. 14:1, 2.

8. De que modo se levantou o Israel espiritual e veio a carecer de tal misericórdia?

8 Mas sobre quem e como tem esta profecia o seu cumprimento final e completo? Como fornece seu cumprimento desde 1914 E.C. o cenário para entoar o cântico de escárnio aqui e nesta época? Da seguinte maneira: Jeová tinha o povo de seu nome nos tempos antigos, os israelitas naturais, e estes estiveram sob a obrigação de ser Suas testemunhas. No primeiro século da era cristã Jeová enviou o Messias há muito prometido na pessoa de Jesus Cristo, o herdeiro legítimo do rei David de Jerusalém. Deus ungiu Jesus com seu espírito santo. Igualmente ungiu os seguidores de Jesus que o apoiavam qual Messias, e destes cristãos ungidos Jeová tomou posse como Israel cristão, Israel espiritual. Ao mesmo tempo ele abandonou o Israel natural como povo para seu nome daí em diante. Nestes anos desde 1914 há apenas um pequeno restante destes israelitas espirituais na terra, os quais tratam de cumprir fielmente a sua obrigação como testemunhas de Jeová. Mas uma interrupção séria a esta obra de testemunho sua ocorreu durante os anos da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918. A história moderna mostra que esses israelitas espirituais foram então ao cativeiro na grande Babilônia antitípica, a organização mundial de Satanás, não voluntariamente, mas sujeitos às grandes opressões, receios, e compreensões confusas desses anos. Os poderes religiosos, políticos, e militares deste mundo com malícia os restringiram grandemente. Impediram e restringiram as suas atividades de publicação do nome e reino de Deus e a sua adoração a ele segundo os ditames da sua consciência. Eram assim deslocados, sendo tirados à força do lugar de seu serviço a Jeová e mantidos afastados da sua adoração e serviço, na organização hostil deste mundo.

9. A quem possuem eles agora por servos e também por cativos?

9 Mas olhe as testemunhas de Jeová hoje em dia! Certamente Ele deve ter-se apiedado do Israel espiritual, Jacob espiritual, pois desde a terminação da Primeira Guerra Mundial em novembro de 1918 este restante ungido o serve livre, destemida e abertamente através do mundo. Estão de novo “na própria terra deles”, “na terra de Jeová” porque estão organizados outra vez como seu povo, mais fortemente do que nunca antes. Estão mais uma vez ativos no serviço como suas testemunhas e adoradores. E o número dos “estrangeiros” de boa vontade que se chegam a esta organização teocrática e se associam com ela qual organização aprovada de Jeová aumenta anualmente aos milhares por toda a terra. Êstes ajudam o pequeno restante dos israelitas espirituais na sua obra educacional e se colocam à disposição da organização teocrática sujeita a Cristo Jesus a Cabeça espiritual. É desta maneira que a “casa de Israel” espiritual possui estas pessoas prestimosas na terra de Jeová por servos e servas. Anteriormente muitos destes pertenciam às nações que cativaram o restante de Israel durante a Primeira Guerra Mundial. Mas agora a situação mudou. Aqueles que uma vez serviam de captores do restante nessa organização mundial babilônica têm capitulado ao Rei Cristo Jesus. Destarte se tornaram cativos dele e da sua organização do Israel espiritual. Não oprimem mais o restante espiritual, mas se submetem alegremente à regência teocrática de Jesus Cristo, tornando-se “outras ovelhas” dele como o Bom Pastor. —João 10:16.

10, 11. De que lhes deu Deus descanso? Comparável a quê?

10 É a este restante do Israel espiritual, restaurado ao seu próprio lugar na “terra de Jeová” desde 1918, que se dirigem as próximas palavras de Isaías. Desse modo sabemos a quem se ordena que entoem o cântico de escárnio contra Satanás “o deus deste mundo”, o rei da Babilônia antitípica. As palavras proféticas da ordem rezam: “E acontecerá que no dia em que Deus [Jeová] vier a dar-te descanso do teu trabalho, e do teu tremor, e da dura servidão com que te fizeram servir, então proferirás este dito contra o rei de Babilônia, e dirás: Como cessou o opressor! a cidade dourada acabou.” (Isa. 14:3, 4, Almeida) Mencionar Jeová trabalho, tremor e dura servidão se refere à agonia, miséria, inquietação e escravidão que os israelitas espirituais tinham de suportar enquanto estavam privados do seu alegre serviço livre e mantidos em restrição cruel debaixo do chicote do medo pelos poderes oficiais da organização mundial de Satanás.

11 Leiam-se os números de The Watchtower (A Sentinela) particularmente desde o fim de 1916 até a primavera de 1919 para adquirir algumas informações incidentais sobre este período triste do Israel espiritual. Quão bem foi isto prefigurado pela desolação de setenta anos da antiga Jerusalém e pelo cativeiro pesaroso do Israel natural em Babilônia! Mas já se inverteu completamente a situação, tanto como na ocasião em que a antiga Babilônia foi derrubada do seu trono de dominação mundial pelos aliados, o rei Dario o medo e o rei Ciro o persa, em 539 A.C., e daí o fiel restante de Israel foi restaurado à Palestina dois anos mais tarde pelo rei Ciro. De modo que Jeová deu às suas testemunhas ungidas, os israelitas espirituais, descanso do recente estado de opressão e cativeiro.

12. Por que já cantamos, “Como tem cessado o opressor!”?

12 Mas como pode ser isso? O terrível rei da antitípíca Babilônia vive ainda. Não cessou esse opressor cruel. Em toda parte são visíveis as suas atividades na terra. Ainda funciona a sua organização, a “cidade dourada”, ou, conforme alguns tradutores do hebraico a chamam, “a exatora de ouro,” “a cavadora de ouro.” (Leeser , Almeida margem; Fenton; em Isaías 14:4) Como, então, podem as testemunhas de Jeová entoar este “dito” ou “cântico de escárnio” no sentido de que cessou tanto tirânico como a avarenta organização mundial? É porque estamos no começo da realização completa destas coisas e desde 1914 E.C. muito já tem sido conseguido neste sentido. A guerra mundial que se iniciou nesse ano arrastou atrás de si fome, peste, terremotos, a perseguição e cativeiro das testemunhas de Jeová, também contínuos ais, angústias e medo das nações. Isto era evidência visível que os “sete tempos” da dominação dos gentios tinham findado e que o reino de Deus tinha nascido nos céus. Esses “sete tempos” ininterruptos da regência da terra pelos gentios principiaram com a desolação de Jerusalém e Judeia por Babilônia em 607 A.C. e findaram com o nascimento do reino de Deus em 1914 E.C. Nessa ocasião o Soberano Universal Jeová Deus assumiu o seu grande poder para reinar e empossou no monte Sião celestial seu Filho Jesus Cristo por Rei legítimo da terra. Por este golpe o Deus Todo-poderoso estabeleceu a sua organização capital como governo do novo mundo de justiça. O nascimento deste reino está representado em Apocalipse 12:1-5.

13. Quando e por que houve “guerra na céu”? Com que resultado?

13 Dois mil quinhentos e vinte anos antes foi permitido a Nabucodonosor destronar o rei Zedequias e destruir a cidade capital de Jerusalém. Mas em 1914 o Diabo, rei da Babilônia Maior, se achou sem poder de impedir a instalação do Rei de Jeová no trono celestial e o estabelecimento da nova organização capital do universo. Até então tinha sido permitido ao Diabo e seus anjos demoníacos o acesso aos céus superiores, mas não foram capazes de impedir a entronização do Regente do novo mundo nem de devorar o seu governo recém-iniciado. Por falar sobre a Primeira Guerra Mundial na terra de 1914 a 1918 E.C. Ora, houve “guerra no céu” ao mesmo tempo, entre o Reino recém-nascido e a organização invisível do Diabo. O Reino, apoiado pelo Deus Todo-poderoso, venceu. O adversário, o rei da Babilônia Maior, perdeu. Ele e suas hostes demoníacas invisíveis foram forçadas a descer a esta terra onde ele tinha iniciado a sua rebelião contra Deus e se tornado Satanás o Diabo. Não mais se achará lugar na santa expansão do céu para o opressor iníquo e seus anjos. Vem o tempo, também, em que não se achará mais lugar para ele e sua gente nesta terra. O livramento das testemunhas de Jeová em 1919 pelas suas atividades de testemunho argui que até então, pelo menos, a expulsão de Satanás e seus anjos dos céus e a sua restrição à nossa terra tinha sido completada. O processo que aí começou, visando fazer cessar o opressor Satanás e sua cidade avarenta, não parará até que ambos jazem calados e quietos na destruição após a batalha do Armagedon.

JÁ COMEÇARAM A CANTAR?

14. Como cessou para as testemunhas de Jeová a “cidade dourada”?

14 Mas teve o restante restaurado das testemunhas de Jeová ânimo para entoar o cântico de escárnio contra o rei da Babilônia Maior? Reconheceram a sua liberdade de cantá-lo? Arrostaram a perseguição que isto lhes acarretaria no meio da decaída “cidade dourada”? Sim, e por este proceder mostraram a que ponto já cessaram o opressor e a cidade dourada quanto a eles. Não mais se confessam cativos do rei da Babilônia Maior. Com denôdo desempenham o papel de servos do Rei de Jeová no monte Sião, Cristo Jesus. Não mais atuam em conformidade com a pretensão babilônica que a “cidade dourada” representa as “autoridades superiores” ordenadas por Deus e às quais toda a alma cristã deve se sujeitar sem escrúpulo de consciência. Não, mas agora confessam abertamente que Jeová Deus e seu Rei Cristo Jesus são “As Autoridades Superiores” a quem devem submeter-se. Por isso, para eles a “cidade dourada” deixou de existir como “autoridades superiores” e recusam curvar-se diante dela de medo e obedecer às suas ordens que entram em conflito com a leis justas de Deus. (Rom. 13:1-4) Atualmente avançam com denôdo cumprindo Suas ordens, uma das quais é pregar “o dia da vingança de nosso Deus.” (Isa. 61:2) Essa vingança está contra o rei da Babilônia Maior e toda a sua organização iníqua. Será executada plenamente na batalha do Armagedon. No ano de 1925 abriu-se ao seu entendimento o texto em Apocalipse, capítulo doze, revelando que o Reino nasceu em 1914 E.C. e que logo em seguida Satanás e suas hostes demoníacas foram expulsas pela “guerra no céu” e lançadas a esta terra. (Veja-se The Watchtower de 1.° de março de 1925, sob o título “O Nascimento de A Nação.”) Imediatamente as testemunhas de Jeová publicaram estas notícias a todas as nações.

15, 16. Que acontecimento em 1928 e 1929 prova que entoavam o cântico de escárnio?

15 Três anos mais tarde, em 1928, fizeram uma declaração formal diretamente contra o opressor iníquo e sua “cidade dourada” Isto iniciou-se em Detroit, Michigan. EE.UU., onde 12.000 se reuniram em convenção no grande Coliseu de 30 de Julho a 6 de agosto inclusive. No domingo, 5 de Agosto de 1928, perante a grande assistência visível, e também por uma cadeia de mais de 100 estações de rádio a uma assistência invisível ainda maior, o então presidente da Sociedade Watch Tower Bible & Tract proferiu um discurso público sobre o tema “O Regente para o Povo.” Mas antes de principiar este discurso o presidente da Watch Tower leu a assistência uma resolução intitulada “Declaração Contra Satanás e a Favor de Jeová”. Ele propôs a adoção desta resolução e daí proferiu seu discurso explicando-a e apoiando-a. Acabado o discurso, a resolução foi adotada unanimemente pela convenção. Imprimiram-se sem demora em inglês cinco milhões de exemplares do discurso e da Declaração contra Satanás e a favor de Jeová, além de outros milhões de exemplares em línguas estrangeiras. Estes foram distribuídos gratuitamente dentro e fora da Cristandade pelas testemunhas de Jeová. Em virtude do conteúdo vital dessa Declaração e em prova indisputável que Seu restante restaurado lhe tem obedecido entoando o cântico de escárnio contra o rei da Babilônia Maior publicamos esta Declaração na nota marginal em baixoa.

16 Menos de um ano mais tarde, nos números de 1 e 15 de Junho de 1929 da Watchtower, foi publicada urna declaração adicional de independência contra Satanás, num artigo em duas partes, “As Autoridades Superiores”, a qual nega que a sua organização visível as seja e prova pelas Escrituras que Jeová Deus e seu Rei entronizado Jesus Cristo são as verdadeiras.

17, 18. A quem governou Satanás? Como, e com perseguição de quem?

17 Em vista do que já sobreveio a Satanás e à sua organização e do que afinal sobrevirá, é de maneira escarnecedora que o “dito” ou analogia prossegue: “Como tem cessado o opressor! Como tem cessado a tirania [cidade dourada, Almeida]! Jeová quebrou o bordão dos perversos, a vara dos dominadores, que furiosa e incessantemente feria os povos com açoites e que em ira dominava as nações com uma perseguição irresistível. A terra toda descança e está sossegada: rompem em jubilo. Até os ciprestes e os cedros do Líbano se regozijam sobre ti, dizendo: Desde que caíste por terra, não sobe quem nos corte.” —Isaías 14:4-8.

18 O império babilônico se estendeu grandemente nos tempos antigos. De modo que estes versículos mofadores bem descrevem a carreira do seu imperador e dos seus oficiais religiosos, políticos, comerciais e militares. Mas descrevem de modo completo e global a carreira cruel e avarenta de Satanás e seu sistema opressivo durante estas milhares de anos. A sua carreira, mormente desde a “guerra no céu”, e o lançamento deles à terra corrobora ainda mais a exatidão da profecia. Todas as nações e povos, antigos e modernos, têm experimentado o peso esmagador e a regência bestial do tirânico “deus deste mundo” e da sua organização visível e invisível de iniquidade. Mais do que quaisquer outros as testemunhas de Jeová experimentaram a perseguição que prosseguiu sem refreio e que nestes últimos dias se tem intensificado. A este dia não houve cessação dela. Para a humanidade gemente não haveria escape dela se não fosse pelo Deus verdadeiro e vivo, Jeová, que já mostrou seu poder completo sobre Satanás e sua organização lançando tanto a ele como aos seus demônios fora dos céus.

19. Como foram tratadas as “árvores de justiça”? Como serão tratadas?

19 Ainda não descansa nem está sossegada a terra toda dos perturbadores da paz. Ainda não rompem irresistivelmente em cântico de louvor ao Criador e seu “Príncipe da Paz” todos os a quem se permite que a habitem. Satanás ainda se porta para com os melhores espécimes da raça humana como fez o antigo rei de Babilônia que se apoderou das regiões do monte Líbano e desenfreadamente cortou seus magníficos ciprestes e cedros para suas obras de construção em Babilônia. Satanás conseguiu cortar muitos dos que eram “árvores de justiça” na pura organização de Jeová Deus e os transportou de seu próprio lugar nela a fim de adorarem a organização do Diabo e servirem aos seus fins altivos. (Isa. 37:24; 61:3) Mas Armagedon o cortará com os golpes do machado de guerra de Jeová, Cristo Jesus o Ciro Maior. Daí, durante o reinado milenário de Cristo que seguirá, todos os que se esforçarem em crescer como árvores de justiça no novo mundo não serão assaltados por Satanás o Diabo e seus Ienhadores malignos antes de terem atingido a plena estatura da perfeição. (Jer. 51:20-24) Todos os amantes da justiça cantarão então em alívio.

[Notas de Rodapé]

a DECLARAÇÃO CONTRA SATANÁS E A FAVOR DE JEOVÁ

OS ESTUDANTES da Bíblia reunidos em convenção internacional declaram que estão contra Satanás e inteiramente a favor de Jeová dos exércitos, e além disso, anunciam enfaticamente estas verdades vitais, a saber:

Primeiro: Que os povos da terra organizados em formas de governo e sujeitos ao domínio dum regente superior e invisível constituem o mundo;

Segundo: Que Jeová é o único Deus verdadeiro e Todo-poderoso e a fonte de toda autoridade justa; que ele é o Rei Eterno, o Deus da justiça, sabedoria, amor e poder e o fiel amigo e benfeitor de toda a criação;

Terceiro: Que Jeová delegou a seu filho Lúcifer a autoridade de ser superintendente do homem: que Lúcifer se tornou infiel, rebelou-se contra Deus e fez que o homem apostatasse da justiça, e desde essa rebelião Lúcifer é conhecido pelos títulos Dragão, Serpente, Satanás e Diabo; que Satanás o Diabo causou a discórdia entre as nações e é responsável por todas as guerras cruéis, assassínios malignos, todos os crimes hediondos e outros ato corruptos que foram cometidos; que até agora Jeová não impediu a Satanás o exercício de poder e influência sobre o homem, para que o homem aprendesse os resultados injuriosos da prática do mal; que por muitos séculos Satanás foi o regente invisível do mundo, constantemente difamando o nome de Jeová Deus e causando grande prejuízo aos homens e nações;

Quarto: Que Jeová prometeu no seu devido tempo restringir a Satanás e estabelecer um governo justo na terra para que os homens tivessem a oportunidade de vida eterna em felicidade; e com esse fim ele ungiu seu amado Filho Jesus por redentor e regente invisível do mundo;

Quinto: Que o devido tempo de Jeová já chegou para realizar a sua promessa e limpar sua reputação na mente de toda criação; que Cristo Jesus já se incumbiu do seu alto cargo qual executor de Jeová e que a grande questão agora em debate é, Quem é Deus e quem regerá os povos e nações?

Sexto: Que por Satanás não renunciar à sua regência iníqua sobre as nações e povos da terra, Jeová dos exércitos junto com seu oficial executivo ungido Cristo Jesus travará luta com Satanás e todas as suas forças do mal, e daqui em diante o nosso grito de guerra será, A ESPADA DE JEOVÁ E DO SEU UNGIDO; que a grande batalha do Armagedon a começar logo resultará na plena destruição de Satanás e no completo derrubamento da sua organização maligna, e que Jeová estabelecerá a justiça na terra por intermédio de Cristo o novo regente e emancipará a humanidade do mal e trará a todas as nações da terra bênçãos sempiternas;

Sétimo: Portanto veio o devido tempo para todos os que amam a justiça se definirem ao lado de Jeová e lhe obedecerem e servirem com coração puro, a fim de que recebam as bênçãos ilimitadas que o Deus Todo-poderoso tem em reserva para eles.

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